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sexta-feira, dezembro 21

Presidente do STF rejeita prisão imediata de condenados no mensalão




O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, negou há pouco a prisão imediata de 25 condenados no processo. Barbosa rejeitou o pedido feito pelo procurador-geral da República, Roberto Gurgel, para mandar os culpados na ação penal para a cadeia. O chefe do Ministério Público Federal sustentou em agosto, no início do julgamento, que a prisão logo após as condenações visa a evitar eventuais recursos que só tem objetivo atrasar o cumprimento das penas.

Numa decisão de três páginas, Joaquim Barbosa citou o julgamento de um habeas corpus de 2009 pelo Supremo em que foi negada a prisão antes do fim de todos os recursos cabíveis. Na ocasião, ele foi voto vencido. "Por conseguinte, segundo a atual orientação do plenário do Supremo Tribunal Federal, até o transito em julgado da condenação, só há espaço para a prisão de natureza cautelar", afirmou.
 
O presidente do STF observou que os embargos podem levar, em tese, a mudanças na decisão e disse não ser possível presumir, de antemão, que os condenados usarão os recursos apenas de maneira protelatória. Ele ressaltou que os passaportes já foram apreendidos e foi determinado que os condenados tenham de pedir autorização ao Supremo para deixar o país.

Na última sessão de julgamento do processo, na segunda-feira, o procurador-geral recuou da intenção inicial de cobrar a decisão do plenário. "Quero aguardar a conclusão do julgamento, aí farei (o pedido) por uma petição que exporá de forma mais adequada a pretensão do Ministério Público e seus fundamentos. Mas apenas após a conclusão do julgamento", anunciou.

Gurgel apresentou o pedido, por escrito, na noite de quarta-feira. O teor da manifestação, de 20 páginas, não foi divulgado pelo procurador-geral. Dos 25 condenados no processo, 11 foram condenados a prisão em regime inicialmente fechado, outros 11, em regime semiaberto, dois cumprirão penas alternativas e um em regime aberto.

Fonte: O Estadão

Prisão dos condenados no mensalão...(*)


A decisão é sua...

(*) Enquanto publicava, saía a decisão: rejeitada a prisão imediata dos membros do mensalão.

Duas pessoas são presas durante operação contra pedofilia em Pelotas



Residência continha objetos infantis...Uma operação preventiva contra a pedofilia foi realizada na noite de quinta-feira, 13, na Colônia de Pescadores Z-3, em Pelotas. A Promotoria da Infância e Juventude, juntamente com a Brigada Militar, cumpriu 12 mandados de busca e apreensão. A operação foi realizada após o recebimento de diversas denúncias no Ministério Público. A ação teve o objetivo de proteger as crianças e adolescentes do bairro. Para o Promotor de Justiça José Olavo Bueno dos Passos, “a operação foi um sucesso, ocorrida dentro dos termos legais e de forma pacífica e ordeira”.
 
Foi preso em flagrante um homem de 70 anos e na sua residência foram encontradas duas jovens: uma de 18 anos com um filho dele, e outra de 14 anos. Além disso, foram localizadas diversas cartas românticas espalhadas pelas paredes da casa, bem como bonecas e outros artigos infantis. Após a lavratura do flagrante, o Delegado de Polícia de plantão arbitrou a fiança. O acusado responderá o processo, inicialmente, em liberdade.
 
Já em outros locais, foram apreendidas uma CPU contendo material pornográfico, agendas telefônicas com números de diversas adolescentes, duas armas e munições calibres 22 e 9 mm. O portador da arma foi detido em flagrante e está no Presídio Regional de Pelotas. Quanto ao homem que estava com as munições, foi feito registro de ocorrência policial. Além disso, três adolescentes foram entregues ao Conselho Tutelar por consumirem bebidas alcoólicas.
 
Segundo o Capitão Anderson Wenitt, além de combater à intenção inicial, que era a pedofilia, a Polícia conseguiu retirar das ruas duas armas e munições de uso restrito. “Recebemos telefonemas de agradecimento dos moradores da Colônia Z-3” acrescentou o Capitão.
 
Fonte: Ministério Público do Rio Grande do Sul

CPI do Tráfico de Pessoas aprova relatório final com proposta de mudança na lei penal



A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga o Tráfico Nacional e Internacional de Pessoas no Brasil, aprovou, nesta quarta-feira (19), o relatório final elaborado pela senadora Lídice da Mata (PSB-BA), após vinte meses de trabalho.

O documento conclui pela apresentação de um projeto de lei que procura adequar a valoração dada pela lei penal brasileira ao crime de tráfico de pessoas aos termos da Convenção de Palermo, das Nações Unidas, contra o crime organizado transnacional, ratificado pelo Brasil em 2003. De acordo com o relatório, uma das falhas da legislação vigente é vincular o tráfico de pessoas exclusivamente à exploração sexual, deixando de lado, por exemplo, os casos ligados à remoção de órgãos ou ao trabalho escravo.

Assim, o projeto apresentado define como tráfico de pessoas a prática de “agenciar, aliciar, recrutar, transportar, transferir, alojar ou acolher pessoa, mediante grave ameaça, violência, coação, fraude ou abuso, com a finalidade de explorar alguém para: remoção de órgãos tecidos ou partes do corpo;  trabalho em condições análogas à de escravo; servidão por dívida; casamento servil; adoção ilegal; exploração sexual; qualquer forma que acarrete ofensa relevante à dignidade da pessoa ou a sua integridade física”.

A pena prevista é de prisão, de quatro a dez anos, e multa. De acordo com Lídice da Mata, a pena se harmoniza com outros tipos penais de gravidade equivalente, como o tráfico de drogas e de armas. Ela também apontou que, pelo projeto, o tráfico de pessoas deixa de ser caracterizado como crime contra a dignidade sexual para ser considerado crime contra a dignidade da pessoa.

A CPI também aprovou a apresentação de um projeto de resolução que dispõe sobre a realização de audiências públicas periódicas com o ministro da Justiça, para prestar esclarecimentos perante a Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) sobre diretrizes e implementação da política sobre o tráfico de pessoas.

A presidente do colegiado, senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), cumprimentou Lídice da Mata pelo trabalho realizado e disse esperar que o projeto de lei sugerido seja aprovado pelo Senado ainda no primeiro semestre do próximo ano.

- Precisamos urgentemente mudar essa cultura que não enxerga o tráfico de pessoas como realidade - alertou.

Histórico

Desde abril de 2011, foram realizadas oitivas e audiências públicas para apurar denúncias de tráfico de pessoas em Manaus (AM), Salvador (BA), Belém (PA), São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Natal (RN) e Goiânia (GO). Graças ao trabalho da CPI, vieram a público casos como o da adoção ilegal de cinco crianças de uma mesma família da cidade de Monte Santo, na Bahia.

Vindas de uma família em situação de vulnerabilidade social, essas crianças foram adotadas por famílias do estado de São Paulo, com a ajuda de intermediários, sem que fossem seguidos os devidos procedimentos legais. As autoridades foram acionadas e as crianças se preparam para voltar para casa. Mas esse foi um desfecho que não teve outro caso investigado pela CPI, também envolvendo crianças, dessa vez em Natal (RN). O desaparecimento de cinco crianças que, na avaliação das autoridades ouvidas, pode estar ligado ao tráfico de órgãos, ocorreu entre os anos de 1998 e 2001, no bairro Planalto da capital potiguar.

Entre seus encaminhamentos finais, a CPI solicitou o ingresso imediato da Polícia Federal no caso, “tendo em vista o flagrante desrespeito aos direitos humanos e a inépcia demonstrada pelas autoridades policiais e judiciais no sentido de dar uma resposta às famílias”.

A CPI também apurou denúncias de tráfico de trabalhadores rurais de Pernambuco para trabalhar em outros estados, envio de jovens cariocas para a Namíbia, aliciamento de homossexuais em São Paulo, entre outras.

“O tráfico de pessoas, que não haja ilusões, existe e atenta contra os direitos de toda a sociedade brasileira. Como se vê, pelo que já expomos, além de vitimar mulheres e homens que vivem em situação de vulnerabilidade dadas as condições peculiares das atividades profissionais que desempenham, relacionadas à indústria do sexo, o tráfico de pessoas também entra nas casas, rouba crianças, empobrece o futuro de meninas e meninos e instala a desesperança e a revolta no seio de famílias que já enfrentam a necessidade de conviver com privações sociais, políticas e civis inaceitáveis na era moderna”, disse a senadora Lídice da Mata em seu relatório.

Fonte: Senado Federal

Desarmamento para evitar tragédias e reduzir violência




O senador Sérgio Souza (PMDB-PR) defendeu o desarmamento no Brasil para diminuir a violência e evitar massacres em escolas infantis, como a que ocorreram na última sexta-feira (14) no estado de Connecticut, nos Estados Unidos e, em 2011, no bairro de Realengo, no Rio de Janeiro.
 
- Nada mais triste, nada mais absurdo do que tirar a vida daqueles cuja inocência é indiscutível - disse, em discurso ontem (19).
 
Sérgio Souza lembrou o referendo, ocorrido em 2005, sobre a proibição da comercialização de armas de fogo e munições no Brasil em que 63,4% da população rejeitou a proposta do desarmamento. O principal argumento dessas pessoas, disse o senador, é o direito de defesa. Entretanto, ele acredita que devido à repetição de tantas tragédias nos últimos anos, a população deveria refletir sobre o tema novamente.
 
- Será que dificultar mais ainda o acesso às armas de fogo não representará redução das mortes por disparo? - indagou.
 
Para Sérgio Souza, a violência no Brasil merece mais atenção do que a dos Estados Unidos. O senador citou relatório da Organização das Nações Unidas (ONU) mostrando que, mesmo os Estados Unidos tendo um maior número de armas de fogo, o Brasil registrou, em 2010, um número de mortes por tiros 3,7 vezes mais alto do que aquele país.
 
- Diante de fatos tão lamentáveis, como as tragédias sem motivo que temos presenciado aqui no Brasil e em outros países indago se não é hora de iniciarmos a discussão sobre o desarmamento dos cidadãos no Brasil e no mundo - disse.
 
Em aparte, o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) se solidarizou com as famílias norte-americanas e concordou com a importância do debate sobre o tema.
 
- Acho que não devemos facilitar a venda de armas, porque normalmente elas acabam resultando em mortes, tais como as efetuadas nessa tragédia americana - afirmou.
 
Fonte: Senado Federal

Joaquim Barbosa vai priorizar combate à improbidade e retomar mutirões carcerários




A melhoria do sistema penitenciário brasileiro e o combate à improbidade terão prioridade na gestão do ministro Joaquim Barbosa à frente Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Em entrevista coletiva à imprensa, nesta quinta-feira (20/12), em Brasília/DF, o presidente do Conselho e do Supremo Tribunal Federal (STF) prometeu trabalhar para melhorar a situação das prisões brasileiras, que ele classificou como “flagelo nacional”.

“Já temos um plano de continuidade aos mutirões carcerários para fomentar nas autoridades federais e estaduais a necessidade de estabelecer condições humanas, que sejam mínimas, no sistema penitenciário brasileiro”, afirmou. O ministro elogiou o trabalho feito pelo CNJ na área prisional até o momento e citou a publicação “Mutirão Carcerário: raio-x do sistema carcerário brasileiro”, lançada em abril passado.

Joaquim Barbosa disse que a improbidade será atacada com o máximo rigor, “sem extrapolações, sem usurpação de competência dos membros do Poder Judiciário”. Na entrevista, o ministro também garantiu que vai levar ao Plenário, com prioridade, os julgamentos de casos de magistrados que ganham acima do teto estabelecido pela Constituição. Perguntado sobre as notícias de supersalários divulgadas pela imprensa no início do ano, Joaquim Barbosa destacou que essa situação não ocorre na justiça federal.

“Nenhum magistrado federal recebe o vencimento acima do teto constitucional. A questão se coloca nos estados e, à medida que forem sendo instruídos os processos que tratam dessa matéria no CNJ, serão levados a julgamento por mim, com prioridade”, frisou.

Fonte: Agência CNJ de Notícias