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quinta-feira, maio 23

Então, boa noite...

Presos de Brasília produzem artigos religiosos da Jornada Mundial da Juventude




Terços, pulseiras e colares produzidos no Complexo Penitenciário da Papuda, no Distrito Federal, vão ganhar o mundo a partir de 23 de julho, quando jovens católicos de todo o planeta estarão no Rio de Janeiro para encontrar o Papa Francisco na Jornada Mundial da Juventude. Os artigos religiosos do evento já estão sendo feitos pelas mãos de 60 internos do Centro de Detenção Provisória (CDP) que trabalham para uma empresa de Brasília selecionada pela Arquidiocese do Rio de Janeiro para fabricar 40 mil peças exclusivamente para o encontro.

Até o fim de maio, 50% da meta será atingida. É o resultado do trabalho do professor de artesanato que, desde fevereiro, visita o Complexo da Papuda quatro vezes por semana para ensinar presos a manusear corretamente alicates, cristais, fios, entre outros materiais. Além de transmitir aos detentos o ofício que aprendeu durante os quatro anos que passou em um seminário da Bahia, o religioso Kelmon Luís de Souza prega o Evangelho para afastar homens da criminalidade.

Por questão de segurança, tudo é conferido na entrada e na saída das oficinas. “Percebo o resultado do trabalho na mudança de comportamento deles. Hoje eles estão mais sensíveis, mais serenos”, afirma o professor, que conduz uma oração ao final das atividades do dia.

“É uma benção de Deus. Me sinto melhor. O dia passa mais rápido”, diz E., um dos alunos da oficina. Divididos em grupos de quatro, os alunos artesãos trabalham sobre as mesas da biblioteca, convertida em linha de produção de artigos religiosos praticamente todos os dias da semana. Além de aprender um novo ofício, os detentos recebem pagamento por cada peça fabricada. “Varia entre 50 e 60 centavos”, explica o advogado proprietário da empresa, Paulo Fernando Melo.

De acordo com o diretor do CDP, Nivaldo Oliveira, poder estudar e trabalhar é o sonho da maioria dos 2,7 mil homens sob custódia na unidade prisional. Como as vagas para estudos e trabalho são limitadas, a seleção privilegia detentos com bom comportamento e que tenham cometido crimes com menor potencial ofensivo.

Além de interromper um cotidiano de ociosidade, os presos também miram a remição da pena – a cada 12 horas trabalhadas, 4 horas são eliminadas do tempo devido à Justiça. “Quando o preso não fica ocioso, a tendência é que ele não queira prejudicar a estrutura da prisão. Como esse trabalho também tem um aspecto espiritual e moral, o preso acaba recebendo também noções do que é certo ou errado”, diz o diretor.

Outro detento que participa da oficina, P. destaca o aspecto terapêutico da atividade. “É bom para tirar o estresse do dia a dia aqui dentro”, afirma. O morador de uma cidade do Entorno de Brasília já faz planos para seu futuro profissional longe do crime. “Já sou carpinteiro e eletricista, mas queria um curso para aprender mecânica de carros. Lá onde moro faz falta”. 

O dono da Jabuti Artigos Religiosos, Paulo Fernando Melo, mantém o otimismo apesar de um contratempo burocrático no Porto de Santos que impede a chegada de mais matéria-prima à oficina. A proposta é manter as atividades no CDP mesmo após o fim da Jornada Mundial da Juventude. “Vamos investir em outras linhas de produção. Estou pensando no segmento Copa do Mundo 2014”, revela.

Começar de Novo – O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) criou em 2009 o Programa Começar de Novo, que tem como objetivo incentivar o setor público e a iniciativa privada a apostarem na reinserção profissional de presos e egressos do sistema prisional. A proposta é gerar oportunidades de capacitação profissional por meio de convênios e parcerias entre o Poder Judiciário, entidades e empresas para promover a cidadania de pessoas que cumprem ou já cumpriram penas e, desta forma, reduzir a reincidência criminal. Até hoje, pelo menos 5,3 mil pessoas já ganharam a chance de trabalhar ou estudar graças ao programa.

Fonte: Agência Câmara de Notícias

Depoimento de vítima é válido para condenar acusado


Em julgamento de apelação realizado na última quarta-feira (22), a 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Espírito entendeu que o depoimento de uma vítima de abuso sexual, reunido com informações de testemunhas, é também suficiente para manter sentença de primeiro grau.

 A decisão acarretou na condenação de um pecuarista a sete anos de reclusão em regime inicial semiaberto pela acusação de abuso sexual, embora a defesa tenha tentado a anulação da sentença ou redução da pena.

O crime previsto no artigo 213 do Código Penal Brasileiro não exige a prova pericial ou médica para se comprovar a prática de “constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, a ter conjunção carnal ou a praticar ou permitir que com ele se pratique outro ato libidinoso”. Segundo denúncia do Ministério Público Estadual, o fato teria ocorrido no dia 3 de janeiro de 2008, em uma propriedade rural no município de Alegre.

Nesse dia, o acusado constrangeu uma menina de 14 anos de idade, mediante violência, a praticar e permitir a prática de ato libidinoso.

Em 22 de agosto de 2012, o juiz Kleber Alcuri Júnior, da 2ª Vara de Alegre, condenou o acusado, concedendo ao réu o direito de recorrer em liberdade, tendo vista que o pecuarista permaneceu nesta situação em toda a instrução processual.

Ao apresentar seu voto, o relator da apelação, o presidente da 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça, desembargador Adalto Dais Tristão, lembrou que o pecuarista já havia tentado agarrar a força a mesma vítima em outra ocasião, “não obtendo êxito porque sua esposa chegou e evitou”.

Mais adiante, o desembargador informa que a defesa do pecuarista alega falta de provas e ausência de laudos pericial e médico. “Concluo que não merece guarida a argumentação da defesa de que as provas dos autos são frágeis.

A vítima, desde os primeiros momentos, demonstrou postura, firmeza e coerência em seus depoimentos, sem revelar contradição. Analisando os autos, observei que as informações de vítimas e das testemunhas coadunam com os depoimentos da vítima.

Portanto, não há no que mexer na sentença de primeiro grau e nem tão pouco merece acolhimento o pedido de redução de pena”, sintetizou o desembargador Adalto Tristão, que foi seguido pelos desembargadores Sérgio Luiz Teixeira Gama (revisor do recurso) e José Luiz Barreto Vivas.

Fonte: Tribunal de Justiça do Espírito Santo

Câmara promove videochat sobre PEC que restringe poder de investigação do MP


A Coordenação de Participação Popular da Câmara vai promover um videochat, na próxima terça-feira (28), das 11 horas ao meio-dia, para discutir a proposta que restringe os poderes de investigação do Ministério Público (MP), delegando o poder de condução das investigações criminais aos delegados das polícias Civil e Federal.

O deputado Fábio Trad (PMDB-MS), relator da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 37/11, do deputado Lourival Mendes (PTdoB-MA), vai responder às perguntas dos internautas. A proposta foi aprovada por comissão especial no ano passado e está pronta para ser votada pelo Plenário. A PEC 37 é o tema mais polêmico que hoje reina na Câmara dos Deputados.

Ela está dando a oportunidade para que a sociedade entenda qual a função da polícia e a função do Ministério Público”, diz Trad.

“Por isso eu quero louvar a iniciativa da Câmara dos Deputados que, através deste videochat vai propiciar a participação do povo na elaboração de uma proposta de emenda constitucional que diz respeito à vida e ao dia a dia das pessoas.

Para participar do videochat, acesse o link que estará disponível na portal Câmara Notícias a partir das 11 horas da terça-feira (28).

Atuação conjunta

 A proposta original determina que cabe às polícias a investigação criminal. Fábio Trad propôs algumas situações em que o Ministério Público possa atuar na investigação, em conjunto com as polícias.
Crimes contra a administração pública, quando houver inércia ou omissão por parte da autoridade policial na condução do inquérito”, diz o parlamentar.

“Tem que ter um controle e defendemos que o controle seja feito pelo Judiciário. O Ministério Público, que está promovendo uma campanha contra a PEC 37, em princípio, defende que possa atuar a seu critério, quando as circunstâncias exigirem, mas já admite uma regulamentação.

Saída para o conflito Fábio Trad faz parte do Grupo de Trabalho instituído pelo presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves e pelo ministro da Justiça, José Eduardo Cardoso, que negocia uma saída para o conflito entre MP e polícias. Ele defende que ela contemple necessariamente a atuação conjunta das duas instituições.

A união de forças entre polícia e Ministério Público para que através desta comunhão de energias possamos, nós que integramos a sociedade, ter o direito de assistir essas duas forças institucionais unidas contra a criminalidade, defende Trad.

 O deputado informou que o resultado das negociações realizadas pelo Grupo de Trabalho será entregue ao presidente da Câmara para que ele busque um acordo que permita a votação da proposta.

Fonte: Câmara dos Deputados Federais

Alunos do Curso de Direito da UCPel fazem visita ao Foro de Pelotas

Foto Assessoria de Imprensa da Central de Conciliação
Alunos do Curso de Direito da UCPel participaram de uma visita guiada às dependências do Foro e da Central de  Conciliação e Mediação, na última quarta-feira, dia 22 de maio. A atividade integra uma série de atividades de conscientização da comunidade sobre a importância da conciliação, da mediação e da justiça restaurativa como formas adequadas, céleres, seguras e eficientes de resolução de conflitos e também faz parte de programa de formação profissional do Curso de Direito da Universidade Católica de Pelotas.

Os estudantes foram recebidos pelo Juiz de Direito Diretor do Foro de Pelotas, José Antônio Dias da Costa Moraes, que explanou sobre a estrutura geral do Foro, pelo Juiz de Direito Coordenador da Central de Conciliação e Mediação de Pelotas, Marcelo Malizia Cabral, que proferiu palestra sobre acesso à justiça, com ênfase nos meios alternativos de resolução de conflitos, bem como pelo Juiz de Direito da 6ª Vara Cível, Luís Antônio Saud Teles, que falou aos estudantes sobre os dilemas de uma unidade especializada em Fazenda Pública.

Segundo Malizia, além de divulgar as atividades da Central de Conciliação e Mediação, a ação busca mostrar as vantagens da conciliação, da mediação e da justiça restaurativa para dos futuros profissionais, de modo a valorizar a cultura da solução pacífica e dialogada de conflitos.  (Release Central de Conciliação e Mediação)

Foto Assessoria de Imprensa da Central de Conciliação

Polícia Civil, Receita Estadual e Ministério Público realizam Operação Le Poulet


Na manhã desta quinta-feira (22/05) a Polícia Civil em conjunto com o Ministério Público (MP) e a Receita Estadual realizou a Operação Le Poulet, que desarticulou um esquema de sonegação fiscal de mais de R$ 41 milhões.

A fraude envolvia grupo de empresas do ramo de comércio atacadista de aves na região Metropolitana de Porto Alegre.

As investigações iniciaram depois que a Receita Estadual identificou a omissão de rendimentos por parte de duas empresas que compravam frangos e cortes. De acordo com o órgão, os empresários vendiam os produtos sem emitir nota fiscal.

Foram emitidos 8 mandados de busca e apreensão para estabelecimentos comerciais e para residência dos envolvidos na fraude. Foram apreendidos malotes com documentos e computadores.

A Polícia Civil continuará averiguando as fraudes.

Fonte: Site da Polícia Civil do RS

quarta-feira, maio 22

Alternativa ao Central, presídio de Charqueadas tem condições críticas



Segundo juízes, situação é tão ruim quanto na penitenciária da capital.
Detentos convivem com lixo e ratos e há problemas até em ala reformada.
Uma das alternativas apresentadas pelo governo do Estado ao Presídio Central de Porto Alegre, a Penitenciária Modulada de Charqueadas, na Região Metropolitana, apresenta condições tão críticas quando a casa prisional da capital. Há problemas até mesmo em uma ala recém-ampliada.

Segundo a comissão de juízes formada para vistoriar as condições dos presídios gaúchos, os problemas vão desde a falta de funcionários, passando pelas péssimas condições de higiene e segurança dos presos, até a facilidade de entrada de celulares e drogas dentro do presídio.

Logo na entrada da penitenciária, uma funcionária da Superintendência de Serviços Penitenciários (Susepe) mostra como é feita a comunicação entre agentes e policiais militares, que fazem a vigilância externa. Se algum problema ocorre, os avisos são feitos através de assovios. “Não tem telefone, não tem rádio”, reclama a servidora Marta Freitas.

Mas nem sempre há seguranças nas guaritas para responder a um possível chamado. São quatro policiais militares para atender as 12 torres de controle do presídio. Também faltam servidores da Susepe para vigiar os cerca de 1,3 mil presos, população carcerária quase três vezes maior do que a capacidade das instalações.

“Aqui, o projeto original previa 17 servidores por módulo. Hoje nós trabalhamos com a média de quatro, cinco servidores. Somado a isso, a superlotação. Nós temos muito mais presos do que deveríamos ter. É o caos”, resume o presidente do Sindicato dos Servidores Penitenciários, Flávio Berneira Junior.

A parte recém-ampliada para receber 500 detentos já começou a ser ocupada. Mas apenas um muro separa o pátio da rua. Por isso, os arremessos de drogas e celulares são frequentes e podem ser vistos sobre os telhados. Ao lado, fica a obra inacabada de um hospital, que deveria atender presos de toda a Região Metropolitana.

Os juízes apontam problemas estruturais na ala nova. “Aqui foram construídas celas para nove presos com problemas seríssimos de ventilação. Não tem luz externa, o que confronta as regras de aprisionamento das Nações Unidas, de todos os pactos de direitos humanos em relação à contenção de pessoas aprisionadas", diz o juiz da Vara de Execuções Criminais Paulo Irion.

Enquanto a reportagem percorria os corredores da penitenciária, acompanhada da comissão de juízes, era possível ouvir detentos, aparentemente, falando livremente ao telefone celular, sem se importarem com a presença dos visitantes. “E aí, mãe? Tá na vó, aí?”, dizia um deles.
Por causa da falta de funcionários, torres de controle ficam vazias (Foto: Judiciário/Divulgação)

Para melhorar a circulação de ar, os presos usam ventiladores, mas no dia da visita estavam sem luz. Detentos sadios dividem o espaço com tuberculosos. E a comida impressiona até que está acostumado à realidade prisional. “Até a gente fica chocado vendo uma sopa nessas condições. Deixar o ser humano se alimentar com esse tipo de alimento”, salienta o juiz da Vara de Execuções Criminais Eduardo Almada.
Em caso de incêndio, há riscos para apenados, agentes e visitantes. 

“A mangueira, além de não ter comprimento adequado, ela só consegue acessar o corredor, as celas ficariam sem condições de contenção de incêndio”, afirma o residente do Sindicato dos Servidores Penitenciários.

Na parte antiga da penitenciária, os problemas se repetem. As celas têm o dobro da lotação. Em uma delas, cinco presos dividiam um espaço com duas camas. A falta de higiene é escancarada do lado de fora, onde ratos disputam os restos de alimento atirado pelos presos pelas janelas.

“Essa superlotação, somada à falta de funcionários e à falta de conservação, causa uma deterioração na estrutura da unidade, que fica cada vez mais inadequada para os fins que ela se destina”, avalia o juiz Sidinei Brzuska, também da Vara de Execuções Criminais.

A vistoria dos juízes vai resultar em um relatório sobre as condições da Penitenciária Modulada de Charqueadas, que será enviado para o Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A Susepe, que nesse caso responde também pela Brigada Militar, disse que só vai se manifestar após a entrega do documento.

Fonte: Site G1 RS

Brasilian Hug Day



AQUELE ABRAÇO...!!!

A pergunta é...



Qual a razão de tanta  surpresa para o fato de a polícia apontar um vereador como autor de crime de roubo? 

Presos por assaltos em Pedras Altas serão indiciados por roubo e formação de quadrilha(*)



Um revólver calibre 38 foi apreendido na casa do vereador Adão Lemes Prestes; suspeito responderá ainda por posse irregular de arma

(*) Michele Ferreira - michele@diariopopular.com.br

Um dia antes de completar um mês dos assaltos a duas agências bancárias, que espalharam terror pelo Centro de Pedras Altas, a Polícia Civil cumpriu mandados de prisão preventiva concedidos pela Justiça de Pinheiro Machado e deteve quatro suspeitos de envolvimento nos roubos. Dois homens e duas mulheres. 

Todos presos no assentamento Nossa Senhora da Glória, no 4º distrito. Um deles é o vereador e atual vice-presidente da Câmara, Adão Lemes Prestes (PT), conduzido provisoriamente ao Presídio Central de Porto Alegre. Até a operação de terça, mais de 50 policiais da capital, de Santa Cruz do Sul, de Herval e de Bagé participaram das investigações, que ainda não chegaram ao fim.

A ação confirma um dos temores da comunidade: a possibilidade de moradores da pacata Pedras Altas, de pouco mais de 2,2 mil habitantes, terem ajudado a arquitetar os assaltos, que custam a sair da memória de quem se viu como refém, em meio a tiros, feridos e chamas. Na última segunda-feira, o Diário Popular voltou ao município - a cerca de 140 quilômetros de Pelotas - e encontrou dois cenários. Os sinais dos disparos seguem nas paredes e os armários ainda guardam os estilhaços de bala. A principal marca, entretanto, vai além dos estragos às instituições bancárias e pode ser conferida pelas ruas, com cidadãos que criam novos hábitos - fecham a porta de estabelecimentos mais cedo e anotam placa de veículos estranhos - e passam a conviver com o sentimento de desconfiança e receio.

A balconista Fernanda Costa, de 28 anos, não nega: a partir das 18h, conforme anoitece, passou a fechar a porta da farmácia e permanecer acompanhada. "Tenho procurado não ficar sozinha, uma preocupação que eu não tinha antes", afirma. "Como o caso não tá totalmente esclarecido e temos dúvida se tem envolvimento de alguém daqui, a gente fica mais atenta", reforça, depois de ouvir comentários de que a fuga da quadrilha teria sido facilitada por quem dominaria o quebra-cabeça dos caminhos do interior. Uma tese carimbada na terça.

No supermercado, a atendente de caixa Jaci Tardiz da Silva, de 64 anos, mantém o lema da precaução. Ao verificar alguma movimentação suspeita, não perde tempo. Logo, anota a placa do veículo e troca informações com outros comerciantes para tentar saber quem é e o que faz na cidade. "Como tem um pessoal trabalhando na estrada aqui perto, às vezes, aparece alguém diferente. E, depois de tudo aquilo, todo o cuidado é pouco", resume.

Naquela segunda-feira, foram os gritos de pânico da criançada que brincava na praça em frente ao estabelecimento - no meio do trajeto entre o Banrisul e o Sicredi - que quebraram a costumeira tranquilidade. Serviram de anúncio à violência. "Fechamos tudo e nos escondemos nos fundos", relembra Jaci. Apavorada, a jovem Milene Pereira Ferreira, 20, foi além: pulou o muro e pediu abrigo na casa de uma enfermeira, nas proximidades. "Foi um horror. Na hora do susto, a gente faz qualquer coisa", acrescenta. 

Hoje, o sistema de câmeras, já instalado antes dos assaltos, serve ao menos de alento a quem se vê exposto à insegurança.

Serviço reduzido

Os clientes são os de sempre no restaurante pequeno, com imagens de Nossa Senhora Aparecida colocadas sob o vidro das mesas. As trocas de gentileza e o trato pelos nomes confirmam a convivência diária. Desde o 22 de abril, todavia, quem deixar para encomendar a janta após as 21h30min tende a ficar sem a refeição. "Antes aceitávamos pedidos até a meia-noite, até a 1h da manhã, mas agora estamos mais espertos", enfatiza o aposentado Omero de Castro, de 76 anos, ao também adotar conduta preventiva.

Com medo, mas de volta às atividades

A funcionária do Sicredi aceita conversar com o Diário Popular, mas trata de fazer a ressalva: não quer ser identificada. "Não sabemos quem são os envolvidos e preferimos ser preservados", destaca ao garantir que a empresa tem oferecido suporte psicológico a todos os quatro trabalhadores, afastados das atividades por uma semana, depois de serem transformados em escudo humano, na frente do banco. "Com aquele nível de violência, sabemos que seria impossível evitar um novo assalto", preocupa-se, sentada ao lado de uma das paredes atingidas por disparos. Os vidros, claro, já foram trocados.

No Banrisul, o cimento esconde parte dos estragos provocados naquela manhã, em que as balas ultrapassaram uma das divisórias instaladas na agência. Na perna direita do bancário Pierre Costa Moraes, de 52 anos, ainda cicatriza a ferida do tiro que o pegou de raspão, ao se tornar uma das primeiras vítimas da ação criminosa. "Não temos muita opção. Os horários são os mesmos. Os caminhos são os mesmos e temos que trabalhar", afirma. "O que dá para dizer é que hoje estamos muito mais receosos", resume, com o peso de quem já foi alvo de assalto em outros dois momentos na carreira, em 1998 e 1999.

Como ficam as investigações?

As quatro prisões preventivas, na manhã de terça-feira, não colocam fim às investigações. As duas mulheres e os dois homens serão indiciados por roubo e formação de quadrilha, embora não tenham atuado na linha de frente. O vereador Adão Lemes Prestes ainda tem o agravante da posse irregular de arma de fogo, já que um revólver calibre 38 - irregular junto à Polícia Federal (PF) - foi encontrado em sua residência, no assentamento Nossa Senhora da Glória.

Durante a tarde, na Delegacia de Roubos do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), em Porto Alegre, o quarteto decidiu não se manifestar; direito que a lei concede aos suspeitos. Ao conversar com o Diário Popular no início da noite de terça, entretanto, o delegado Joel Wagner, que comandou a ação, foi enfático: "Eles deram apoio antes da prática do crime, deram suporte com alimento e abrigo e ajudaram inclusive na retirada da quadrilha, na madrugada de quinta para sexta-feira, em 26 de abril", explicou. "Foi tudo premeditado".

Possivelmente hoje os quatro devem ser conduzidos ao Presídio Regional de Bagé, vinculado à Vara de Execuções Criminais (VEC) de Pinheiro Machado. Na terça, os homens foram levados ao Presídio Central e, as mulheres, à Penitenciária Feminina Madre Pelletier, ambos em Porto Alegre. "Agora, o inquérito segue na identificação e na responsabilização de outros dois membros da quadrilha".

Entenda melhor

Investigações já desencadeadas pela Polícia Civil de Santa Cruz sobre a ação de bandidos nos Vales do Rio Pardo e do Taquari juntaram-se às apurações do caso de Pedras Altas e levaram à prisão de Marcelo Barros Martins, 33, na manhã do sábado, 27 de abril, no Centro de Lajeado. O grupo liderado por Alemão, como é conhecido, costumava promover assaltos a residências, a estabelecimentos comerciais e a propriedades rurais e, há pouco, começava a migrar a roubos a bancos. "Dos quatro presos na terça-feira (21), três são familiares de Marcelo", ressalta o delegado.

No domingo, 5 de maio, outro suspeito, de 28 anos, foi morto ao tentar roubar uma residência em Vera Cruz junto com um comparsa, que conseguiu fugir. Quando a dupla tentava ingressar na casa de um empresário foi surpreendida por uma equipe de 16 policiais, 12 agentes e quatro delegados. Agora, resta capturar os outros dois encapuzados do assalto.

BM mais perto de ganhar reforço

A partir de segunda-feira, o efetivo da BM deve praticamente dobrar em Pedras Altas, com o reforço de quatro policiais. "Vamos ficar muito próximo do 100% previsto no quadro da organização, que é de 11 policiais", afirma o comandante do 3º Batalhão de Policiamento em Área de Fronteira (BPAF) de Jaguarão, major Sílvio César Gomes Cardoso.

Até o assalto das agências bancárias, entre e cinco e seis soldados se revezavam nos plantões, em geral sozinhos, considerados afastamentos por problemas de saúde, períodos de férias e licenças. Após o episódio, o policial rendido pelos ladrões, que já negociava remanejo, foi então transferido ao 6º Batalhão da BM, em Rio Grande. A escassez de pessoal, que já inviabilizava ações como barreiras policiais, ficou ainda maior.
Quanto ao conserto da viatura, com sérios danos no motor, o major admitiu: não há previsão de a caminhonete Nissan voltar a rodar. "Não podemos atribuir esse problema à ação da quadrilha, mas agora estamos na fase de tomada de preços". Um primeiro orçamento indicou o custo de R$ 30 mil, inviável aos cofres do Estado.

Relembre

Quatro homens fortemente armados, com toucas ninjas e três deles com coletes militares renderam o único soldado da Brigada Militar de plantão e começaram o ataque a duas agências bancárias, por volta das 10h. Rapidamente, estava estabelecida uma cena de guerra. Na ação, os bandidos atiraram para aterrorizar os reféns e, pelo menos, duas pessoas ficaram feridas sem gravidade. Os criminosos atearam fogo no veículo utilizado para chegar à cidade e, na fuga, utilizaram, inclusive, uma viatura roubada da Brigada Militar. Os reféns foram soltos em estradas do interior.

Cerca de 120 policiais da BM de Pelotas, de Rio Grande e de Jaguarão juntaram-se à caçada à quadrilha, além de integrantes da Polícia Civil de Pinheiro Machado e da Polícia Rodoviária Federal (PRF), que utilizou helicóptero para sobrevoar a área. A quantia levada não foi revelada pelas instituições.

Votação do Projeto 7663/2010 - Plenário vota nesta quarta o projeto sobre combate às drogas

Atualização 15h08


Plenário inicia Ordem do Dia para votar medidas de combate às drogas
Iniciou-se a Ordem do Dia da sessão extraordinária convocada para analisar o Projeto de Lei 7663/10, que institui medidas para o combate às drogas, como a internação involuntária de dependentes químicos e a ampliação de pena para traficantes. 

O projeto original é de autoria do deputado Osmar Terra (PMDB-RS).

Neste momento, os deputados analisam requerimento que pede urgência para o projeto de lei complementar (PLP 271/05) que define novas regras para a tributação do ato cooperativo - negócio jurídico praticado por cooperativa de qualquer grau, em proveito de seus associados.

Fonte: Agência Câmara de Notícias

Clique aqui e assista ao vídeo postado logo abaixo.

Votação do Projeto 7663/2010 - Medidas de Combate às drogas.


O Plenário da Câmara deve votar nesta semana o Projeto de Lei 7663/10, do deputado Osmar Terra (PMDB-RS), que institui várias medidas para o combate às drogas, como a internação involuntária de dependentes químicos e a ampliação de pena para traficantes.

O projeto pode sofrer ajustes do relator, deputado Givaldo Carimbão (PSB-AL), após negociações que ocorreram com o governo, mas não há unanimidade quanto à proposta. Uma das alterações deve ser sobre a internação hospitalar involuntária, que passaria de seis meses, como está na proposta, para três meses.
 Municípios A votação do projeto que define novas regras para a criação, o desmembramento e a fusão de municípios (PLP 416/08) ficou para o próximo dia 28.

 Na semana passada, o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves, cogitou a possibilidade de votar a proposta nesta terça. No entanto, após conversar com o coordenador da Frente Parlamentar Mista de Apoio à Criação de Novos Municípios, deputado José Augusto Maia (PTB-PE), o presidente da Câmara decidiu marcar a votação para a próxima semana.

Seca

Uma das propostas que poderá ser votada pelos deputados é o Projeto de Lei 2447/07, do Senado, que institui a Política Nacional de Combate e Prevenção à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca. O projeto foi recomendado na comissão geral que debateu a seca no Semiárido nordestino, e tem prioridade.

O governo tem como prioridade a votação de três medidas provisórias: a primeira delas é a MP 597/12, que isenta de Imposto de Renda a participação nos lucros do trabalhador que receber até R$ 6 mil. Nas contas do relator da proposta, deputado Luiz Alberto (PT-BA), esse patamar alcança cerca de 60% dos beneficiários e é uma das principais reivindicações das centrais sindicais.

O líder do governo no Congresso, senador José Pimentel (PT-CE), disse que essa MP será a prioridade do governo nessa semana. O tema tem consenso, e não deve ser difícil votar o texto que foi elaborado por acordo na comissão especial. Outras duas MPs estão na pauta. A MP 600/12 altera várias leis que tratam do Fundo de Desenvolvimento do Centro-Oeste (FDCO) e de fontes adicionais de recursos para a Caixa Econômica Federal. A MP 601/12 amplia para 16 os novos setores que poderão receber, a partir do ano que vem, os benefícios da desoneração da folha de pagamento previstas no Plano Brasil Maior.

Confira outras matérias que podem ser votadas:

•           PEC 57/99, do deputado João Leão (PP-BA), que institui o Fundo Nacional de Desenvolvimento do Semiárido;•           PEC 111/11, da deputada Dalva Figueiredo (PT-AP), que permite o enquadramento de servidores dos ex-territórios de Amapá e Roraima nos quadros em extinção da União;•           PEC 471/05, do deputado João Campos (PSDB-GO), que torna titulares os substitutos ou responsáveis por cartórios de notas ou de registro;•           PLP 92/07, do Executivo, que permite a criação de fundações públicas de direito privado para áreas como saúde, assistência social, cultura, meio ambiente e ciência e tecnologia;•           PLP 200/12, do Senado, que extingue a contribuição social de 10% sobre todo o saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), devida pelos empregadores no caso de demissão sem justa causa;•           PL 4428/04, do Senado, que autoriza a União a criar colégios militares nas cidades de Boa Vista (RR) e Rio Branco (AC);•           PL 301/07, do deputado Dr. Rosinha (PT-PR), que tipifica os crimes contra a humanidade, de genocídio e de guerra para fazer valer a participação do Brasil no Tribunal Penal Internacional (TPI);•           PL 23/11, do deputado Armando Vergílio (PSD-GO), que disciplina o funcionamento de empresas de desmontagem de veículos;•           PL 3482/04, da ex-deputada Professora Raquel Teixeira, que institui o Dia Nacional da Matemática;•           PDC 471/11, da Representação Brasileira no Parlamento do Mercosul, que contém a decisão do Conselho do Mercado Comum de criar o cargo de Alto Representante-Geral do Mercosul para representar o bloco nas relações com outros países e organismos internacionais;•           PDC 818/13, do Senado, que aprova a Política Nacional de Defesa, a Estratégia Nacional de Defesa e o Livro Branco de Defesa Nacional;•           PRC 72/07, do deputado Dr. Ubiali (PSB-SP), que cria o Grupo Parlamentar Brasil-Paquistão;•           PRC 75/11, da deputada Janete Capiberibe (PSB-AP), que denomina Plenário Chico Mendes o plenário da Comissão de Integração Nacional, Desenvolvimento Regional e da Amazônia (Cindra);•           PRC 143/12, da Mesa Diretora, que cria cargos e funções comissionadas na Consultoria Legislativa;•           PRC 171/13, do deputado Weliton Prado (PT-MG), que institui o Grupo Parlamentar Brasil-Nepal.

Fonte: Câmara dos Deputados Federais

Crítica ao PL 7663/10 - Internação compulsória de dependentes químicos

Palestra proferida pelo Prof. Luís Fernando Tófoli criticando o projeto da nova 'lei das drogas' (PL 7663/2010), em audiência na Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara dos Deputados, convocada para discutir o projeto de lei e a internação compulsória de dependentes.


Programa Aja Direito


Programa Aja Direito(*) desta quarta-feira, 22 de maio, entrevistará o Promotor de Justiça Paulo Gentil Charqueiro.

Em pauta: PEC 37

(Projeto de Emenda Constitucional que pretende limitar a atuação investigatória do Ministério Público).

Não perca! Assista na TV UCPel, ao vivo, a partir das 17h30min.

(*) Programa do Curso de Direito da UCPel

terça-feira, maio 21

Evento UCPel



Na próxima sexta-feira, dia 24 de maio, às 19h15, no Auditório Multiuso do Campus II, o Curso de Direito da UCPel receberá a visita do Prof.Dr. Marcos Jorge Catalan, para uma conferência intitulada " A morte da culpa na responsabilidade contratual".


O palestrante que nos visita é Doutor em Direito Civil pela Universidade de São Paulo, Mestre em Direito Negocial pela Universidade Estadual de Londrina e Graduado em Direito pela Universidade Estadual de Maringá. Atualmente é professor na Unisinos e na Unilasalle, nos cursos de graduação e pós-graduação em Direito. 

É advogado e parecerista, tendo publicado, dentre outros livros, um mais recente que traz suas reflexões sobre a culpa na responsabilidade contratual, objeto de seu trabalho de doutoramento.

Fica o convite a todos e todas para que compareçam.