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quinta-feira, janeiro 10

Operação Locomotiva prende quatro pessoas em Caxias do Sul

Agentes da Polícia Civil de Caxias do Sul, coordenados pelo delegado Endrigo Veiga Marques, com a supervisão do delegado Regional Paulo Roberto Rosa da Silva, desencadearam na manhã desta quinta-feira (10/01) a Operação Locomotiva, naquele município.

A ação - que contou com 53 agentes e delegados de todas as Delegacias de Polícia (DP) de Caxias do Sul - cumpriu oito mandados de busca e apreensão no Bairros Planalto-Rio Branco e Linha Feijó, no interior do município.

Nas buscas no bairro Planalto-Rio Branco, quatro pessoas foram presas, sendo três em flagrante por tráfico de drogas e uma por encontrar-se foragida.

Em uma das casas foi encontrado um revólver calibre .38, um colete à prova de balas, uma pedra de crack pesando 16g e uma balança de precisão, além de telefones celulares.

Ao todo, aproximadamente R$ 1.500,00 foram apreendidos, 100 pequenas pedras de crack (vendidas por cinco reais), 15 aparelhos de telefone celular, dois relógios.

Além do colete balístico, três capacetes, dois rádiocomunicadores Motorola, cinco aparelhos de DVD e um videogame foram apreendidos, todos sem comprovante de procedência lícita.

Na Linha Feijó, os policiais ainda apreenderam uma espingarda cal. 32 e uma garrucha cal. 28.

Fonte: Site da Polícia Civil do RS

quarta-feira, janeiro 9

Proposta obriga presídios a instalar bloqueadores de celular

O Projeto de Lei 4513/12 obriga as unidades prisionais a adotarem identificadores de frequência e bloqueadores de sinais de radiocomunicação. A proposta é de autoria do deputado Wellington Fagundes (PR-MT).

O parlamentar argumenta que as penitenciárias federais, mesmo com todo o esforço, nem sempre conseguem impedir a entrada de equipamentos de radiocomunicação em seu interior. Com isso, conforme afirma, acabam transformadas “em escritórios do crime organizado”.

Fagundes ressalta ainda que “multiplicam-se exemplos, até mesmo em penitenciárias de segurança máxima, de líderes do crime organizado mantendo o comando, a coordenação e o controle de suas facções de dentro dos presídios”.

Tramitação

A proposta tramita apensada ao PL 7223/06, do Senado, que trata do regime penitenciário de segurança máxima. Os projetos tramitam em regime de prioridade. Eles serão analisados por uma comissão especial e, se aprovados, seguirão para o Plenário.

Íntegra da proposta:

§                   PL-7223/2006
§                   PL-4513/2012

Fonte: Agência Câmara de Notícias

O legislador e o intérprete (*)



"O legislador, extasiado em suas abstrações generalizantes, pensa o mundo humano no atacado e lança seu dardo normativo; o intérprete, caminhando sobre as pedras das ruas, sente o mundo no varejo e deposita nas calçadas frias o seu coração esperançoso. Olham-se mutuamente todos os dias, mas não revelam um ao outro os seus segredos, e não sabem o que combinar. Os cursos jurídicos deveriam formar os artesãos desses áridos caminhos que os ligam, mas costumam entregar à sociedade engenheiros ávidos de amizade com os legisladores. A conveniência dessa amizade favorece as economias dos amigos das leis e isso parece ser mais interessante. Até o dia em que um desses engenheiros dá-se conta de que também possui um coração esperançoso nas calçadas, e aí procura os intérpretes. Mas já todos se fundiram em um só, e os lados da vida estão difusos. E seguimos todos". 
(Pedro Moacyr Pérez da Silveira)


(*) Reflexão do colega e amigo Pedro Moacyr Pérez da Silveira, professor de Filosofia da
Faculdade de Direito da UFPel)

Super noite

Trabalhos da CPI do Tráfico de Pessoas se estenderão até maio

Nova prorrogação estendeu os trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Tráfico de Pessoas até maio deste ano. No último encontro, a comissão decidiu convocar o presidente do Clube Portuguesa Santista para discutir denúncias sobre tráfico de jovens jogadores de futebol.

O clube foi recentemente condenado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo a indenizar 10 garotos paraenses mantidos em um apartamento na cidade de Santos. Esta é a terceira prorrogação da CPI, que tinha previsão de concluir os trabalhos em agosto de 2012.

A Comissão realizou mais de 40 audiências públicas desde o início dos trabalhos. A última delas ocorreu em Porto Alegre e teve como objetivo discutir o sumiço de documentos em processos de investigação sobre o desaparecimento de crianças. Ainda no fim do ano, os parlamentares também foram ao Rio de Janeiro para ouvir o comitê estadual que investiga o tráfico de pessoas na região.

Redes especializadas em tráfico

Segundo a relatora da CPI, deputada Flávia Morais (PDT-GO), os núcleos de enfrentamento ao tráfico de pessoas no Brasil não alcançam todos os estados e por isso muitos casos não são acompanhados. Exploração sexual, adoção clandestina, tráfico de órgãos e trabalho escravo devem entrar no relatório final da comissão como redes especializadas do tráfico humano no Brasil.

"Hoje nós temos várias lacunas na nossa legislação. Precisamos tipificar cada uma dessas modalidades”, afirma Flávia Morais. “A ideia do relatório final é apresentar sugestões legislativas no Código Penal, no Código de Processo Penal e no Estatuto do Estrangeiro para que a gente possa ter condições de criminalizar de forma mais contundente essa prática no nosso País. É preciso que nós tenhamos aí uma padronização e fortalecimento da rede de proteção para o enfrentamento do tráfico de pessoas."

2,5 milhões de vítimas
Atualmente, o tráfico de pessoas faz cerca de 2,5 milhões de vítimas, movimentando, aproximadamente, 32 bilhões de dólares por ano. Os dados do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) indicam também que a exploração sexual é a forma de tráfico mais frequente, seguida do trabalho forçado.

A comissão parlamentar de inquérito que investiga o tráfico de pessoas no Brasil recebe denúncias pelo telefone 3216-6275, pelo e-mail cpitraficodepessoas@camara.gov.br ou em formulário no site da comissão.

Fonte: Agência Câmara de Notícias

Prostitutas aprendem inglês e espanhol em BH de olho na Copa do Mundo



APMG/ divulgação

Cursos são oferecidos gratuitamente pelo Senac às profissionais do sexo
 

Prostitutas de Belo Horizonte prometem não fazer feio no atendimento a turistas durante a Copa do Mundo em 2014. As profissionais do sexo se organizam para aprender inglês e espanhol e facilitar a comunicação com os clientes.

Cerca de 30 profissionais procuraram a Associação de Prostitutas de Minas Gerais para saber se havia cursos disponíveis. A expectativa, agora, é que 300 mulheres frequentem as aulas, segundo Cida Vieira, presidente da associação.

— A gente precisa ter diálogo. Nem todas as meninas estão capacitadas para o atendimento em outras línguas. Por isso, algumas procuraram a associação com esta preocupação: como falar com os turistas. Como essas mulheres vão conversar, saber o que os turistas querem?

Os cursos serão oferecidos gratuitamente pelo Senac. A gestora Carolina Vieira analisa a importância de aprender uma nova língua para oferecer melhor os serviços.

— O mercado precisa se preparar para que possamos atender com qualidade os nossos turistas. A demanda que vem da Copa deixa um legado, já que boa parte dos turistas acaba retornando se sentir bem servido.

Fonte: R7

Comentário meu: Os cursos oferecidos pelo SENAC para as prostitutas de BH têm fomentado o debate acerca da influência destas condutas na exploração sexual, muito particularmente no que diz respeito ao turismo sexual. Realmente o tema é alvo de muitas tergiversações, servindo como pano de fundo para acirradas discussões em todos os setores da sociedade. Recomendo, portanto, para contribuir ao debate, a leitura do conteúdo da postagem cujo link segue abaixo:


Conto do "pênis abençoado": violação sexual mediante fraude


 
O pastor Valdecir Picanto Sobrinho, de 59 anos, foi preso no interior de Aporé, interior de Goiás, sob a acusação de que abusava sexualmente das mulheres da cidade utilizando o pretexto que teria o pênis abençoado.

“Ele nos convencia de que Deus só entraria em nossa vida pela boca e por isso nós deixávamos ele fazer o que fazia”, relata a jovem M.R., de 23 anos, que prefere não se identificar. “Muitas vezes, após os cultos, o Pastor Valdecir nos levava para um terreno nos fundos da igreja e pedia para a gente fazer oral nele até o espírito santo aparecer por meio da ejaculação”, completa a jovem desolada.

Valdecir, que chegou a abusar também de algumas idosas, se defende falando que teve um encontro com Jesus num bordel e que Ele lhe deu a missão de “distribuir o leite sagrado” por todo o estado, começando pelos fiéis da Assembléia de Aporé, do qual é responsável.

“Vocês estão prendendo um servo do Senhor e ainda se arrependerão disso. Espero poder continuar com meu belíssimo trabalho dentro da prisão”, reluta o sacerdote.

Denise Pinheiro, delegada responsável pela região, diz que Valdecir foi pego em flagrante enquanto esfregava seu membro no rosto de uma comerciante local, em que prometia ter mais vendas em seu negócio caso deixasse ser derramada pelo líquido divino.

Denise ainda completa: “quando autuamos o senhor Valdecir, ele não ofereceu resistência e ainda perguntou se eu queria fazer parte do reino dos céus durante o trajeto para a delegacia. Ele não tem vergonha de tais atos e acha tudo a coisa mais normal do mundo”.

Valdecir pagou fiança e foi liberado após prestar 3h de depoimento.


Comentário meu: A prática de atos libidinosos ou de conjunção carnal mediante utilização de ardil ou fraude, ou de outro meio que impeça a livre manifestação de vontade da vítima corresponde ao crime de Violação Sexual Mediante Fraude, devidamente capitulado no artigo 215 do Código Penal Brasileiro. Trata-se de delito praticado contra a liberdade sexual, cuja pena, de reclusão de 2 a 6 anos é acrescida de multa, caso o crime seja cometido com o fim de obter vantagem econômica. 
Embora a doutrina saliente difícil a ocorrência de crimes sexuais visando lucro, eis um caso no qual pode ser vislumbrada a hipótese, desde que os fieis da igreja do pastor Valdecir fizessem contribuições em contrapartida ao 'líquido divino', ou 'leite sagrado' por ele 'distribuído' nos abusos sexuais a que submetia suas vítimas. 

terça-feira, janeiro 8

Dona de casa de 69 anos é presa com 43 pés de maconha em Diadema




Uma dona de casa de 69 anos foi presa em flagrante na segunda-feira, 7, e indiciada por tráfico de drogas depois que policiais da Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (DISE) encontraram 43 pés de maconha na laje de sua casa em Diadema, na Grande São Paulo.

Ela disse à polícia que acreditava serem pés de tomate, mas depois afirmou desconhecer a planta.

A Polícia Civil chegou à casa depois de uma denúncia anônima. A princípio, a idosa não permitiu que os investigadores entrassem e chamou a Polícia Militar. Somente depois que a PM chegou ao local, é que ela permitiu a entrada dos policiais.

A dona de casa mora com o ex-marido, um aposentado de 62 anos. Como ele é deficiente visual e não teria acesso à laje, o aposentado foi considerado apenas uma testemunha. Já a idosa foi levada à carceragem do 7º Distrito Policial de São Bernardo do Campo.

Fonte: O Estadão 

Salve Jorge versus Direito Penal



Ainda sobre os equívocos de Glória Perez, registre-se aquele relativo à competência para investigar os crimes de tráfico internacional de pessoas.

Em alguns momentos, a Delegada de Polícia Civil Helô (Giovanna Antonelli) aparece envolvida com as investigações de envio de criança o exterior (chamado de tráfico internacional de crianças, do artigo 239 do Estatuto da Criança e do Adolescente) e, muitas vezes, aparece envolvida, de forma muito informal, nas investigações relativas ao tráfico internacional de pessoas para fins de exploração sexual (artigo 231 do Código Penal).

Ocorre que estes devem comportamentos ser investigados pela Polícia Federal, conforme disposto no artigo 144, parágrafo 1º, inciso I, da Constituição Federal:
A polícia federal, instituída por lei como órgão permanente, organizado e mantido pela União e estruturado em carreira, destina-se a:

I - apurar infrações penais contra a ordem política e social ou em detrimento de bens, serviços e interesses da União ou de suas entidades autárquicas e empresas públicas, assim como outras infrações cuja prática tenha repercussão interestadual ou internacional e exija repressão uniforme, segundo se dispuser em lei.

É bem verdade que, em outros momentos, há menções de envolvimento da Polícia Federal na investigação do tráfico ligado à exploração sexual, mas sempre envolvendo a Delegada de Polícia Helô – formal ou informalmente.

Outra irregularidade se verifica neste caso, pois a investigação e o processo destes crimes deve corre em segredo de justiça (artigo 234-B do Código Penal) e, por esta razão, o advogado Stênio (Alexandre Nero) e Helô não poderiam ficar sabendo das investigações de maneira puramente informal, quase que num “diz que diz”.

Já com relação ao crime de envio de criança para o exterior, investigado – este sim, de forma exclusiva – pela Delegada de Polícia, é importante observar que a competência para julgamento é da Justiça Federal (artigo 109, inciso V, da CF), pois o Brasil é signatário da Convenção sobre os Direitos da Criança, adotado pela Resolução n. L 44 (XLIV) da Assembléia Geral das Nações Unidas, em novembro de 1989, tendo ratificado-a em setembro de 1990.

A Convenção dispõe em seu “Artigo 11: 1. Os Estados Partes adotarão medidas a fim de lutar contra a transferência ilegal de crianças para o exterior e a retenção ilícita das mesmas fora do país. 2. Para tanto, aos Estados Partes promoverão a conclusão de acordos bilaterais ou multilaterais ou a adesão a acordos já existentes.” e, ainda, no “artigo 35: Os Estados Partes tomarão todas as medidas de caráter nacional, bilateral e multilateral que sejam necessárias para impedir o sequestro, a venda ou o tráfico de crianças para qualquer fim ou sob qualquer forma.”

Portanto, a Delegada Helô não tem competência para investigar o caso do “tráfico” de Aisha (Dani Monteiro) e de nenhum outro que diga respeito aos comportamentos da traficante Adalgisa/Wanda (Totia Meireles). 

Cenas que mostram Helô investigando o “Caso Aisha”

Vídeo 1:



Vídeo 2:


Salve Jorge versus Direito Processual Penal (*)




(*) Carolina Cunha,
Para o Blog



A novela Salve Jorge vem abordando o tema do Tráfico Internacional de Pessoas e, por isso, com frequência aborda temas relacionados ao Direito Penal e Processual Penal.

Ocorre que, vez ou outra, a autora comete alguns “deslizes técnicos”, como se verifica na situação em que a personagem Morena (Nanda Costa) é intimada por CARTA PRECATÓRIA para ser ouvida por um JUIZ NA TURQUIA.

Neste caso, Glória Perez, a autora da trama, ignorou as regras processuais que diferenciam as cartas precatórias e as cartas rogatórias.

Expede-se carta precatória quando o sujeito processual (testemunha, réu, etc.) encontra-se em jurisdição diferente da que está o “Juiz do processo”; quer dizer, quando se precisa ouvir alguém que está em outra Comarca (cidade) ou outro Estado, mas sempre no mesmo país.

Por outro lado, as cartas rogatórias representam um meio de cooperação judicial entre Nações e, muito mais do que elementos processuais penais, elas são elementos fundamentais do Direito Internacional.

A expedição e o cumprimento de uma carta rogatória se baseiam no “princípio da reciprocidade” ou da “cortesia internacional”, em que um país soberano põe um órgão jurisdicional seu a serviço de outra nação, com vista a garantir o cumprimento das medidas processuais daquele país. 

O Código de Processo Civil, em seu artigo 201, individualiza de forma clara, estas duas espécies de carta e o Código de Processo Penal, em seu artigo 222-A, destaca a excepcionalidade das cartas rogatórias: “As cartas rogatórias só serão expedidas se demonstrada previamente a sua imprescindibilidade, arcando a parte requerente com os custos de envio.”

A autora foi alertada sobre o cometimento deste equívoco e, através de sua conta no Twitter, admitiu o erro.

No entanto, a trama se encaminhou para a volta de Morena ao Brasil, para depor aqui, e as demais personagens têm verbalizado coisas do tipo: “Juiz nenhum mandaria Morena voltar do estrangeiro para depor, se ela não tivesse feito nada errado”.

Mais uma vez equivoca-se a autora: cartas rogatórias são cumpridas nos países para os quais são enviadas e devem obedecer ao determinado em convenção internacional ou, na falta desta, devem ser encaminhadas por via diplomática. 

CNJ atuou no combate à lentidão na execução de processos penais em 2012




O Projeto Eficiência combateu, em 2012, um dos problemas identificados na Justiça durante os mutirões carcerários realizados pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) desde 2008: a lentidão na execução dos processos de execução penal. Entre abril e novembro do ano passado, o Departamento de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e do Sistema de Execução de Medidas Socioeducativas (DMF/CNJ) levou o Projeto Eficiência a oito estados brasileiros.

Os tribunais de Justiça dos estados de Espírito Santo, Tocantins, Maranhão, Paraná, Mato Grosso, Rondônia, São Paulo e Pernambuco receberam forças-tarefa lideradas por servidores do CNJ que reorganizaram e otimizaram o espaço físico de varas de execução penal (VEPs). As equipes também compartilharam estratégias de motivação e capacitação de servidores, melhorando assim as rotinas produtivas das VEPs. O ordenamento dos processos e a alteração das rotinas produtivas das unidades melhoram o serviço prestado aos presos e seus familiares.

Método – Criado em 2011, o projeto foi realizado inicialmente em VEPs para ajudar a corrigir deficiências na gestão das unidades judiciárias. Em 2012, o Projeto Eficiência foi ampliado e passou também a atender a Varas da Infância e Juventude (VIJ).

A Vara de São José do Ribamar, região metropolitana de São Luís/MA, foi a primeira VIJ a receber uma equipe do projeto. A Vara de Execução de Medidas Socioeducativas (VEMSE) do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) também recebeu o programa Eficiência em 2012.

Fonte: Agência CNJ de Notícias

segunda-feira, janeiro 7

MPF denuncia 'organização criminosa' que atuava no Cruzeiro do Sul



O Ministério Público Federal em São Paulo denunciou nesta segunda-feira 17 integrantes de uma "organização criminosa"...


O Ministério Público Federal em São Paulo denunciou nesta segunda-feira 17 integrantes de uma "organização criminosa" que atuava em diversas frentes para a prática de ilícitos financeiro-administrativos no Banco Cruzeiro do Sul S.A.

Entre os denunciados estão os ex-controladores do banco, Luís Octávio Azeredo Lopes Índio da Costa e Luís Felippe Índio da Costa, além de administradores, membros de auditoria e funcionários da instituição bancária.

Entre os delitos praticados pelos integrantes do grupo estão, além de formação de quadrilha, crimes contra o Sistema Financeiro - gestão fraudulenta, estelionato, apropriação indébita, "caixa dois" ; crimes contra o Mercado de Capitais; e lavagem de dinheiro.

Segundo a Procuradoria, os ilícitos foram cometidos entre janeiro de 2007 e março de 2012, pouco antes de o Banco Central decretar a intervenção do Cruzeiro do Sul. Posteriormente, o banco foi liquidado extrajudicialmente - auditorias demonstraram "comprometimento da situação econômico-financeira da instituição e grave violação das normas emanadas do Conselho Monetário Nacional e do Banco Central".

A Procuradoria sustenta que "a organização criminosa atuava em diversas frentes: fraudes em empréstimos consignados voltados à obtenção indevida de recursos para cobrir as necessidades de caixa do Banco Cruzeiro do Sul".

Foram criados 320 mil contratos de empréstimos consignados falsos, com a utilização indevida dos CPFs de diversas pessoas e dos nomes de diversos órgãos públicos, o que gerou uma falsa contabilização de ativos do banco no valor de R$ 2,5 bilhões; fraudes contábeis que geravam resultados irreais no balanço do banco e elevavam o pró-labore dos envolvidos e a distribuição dos lucros; manipulação de ações do banco junto ao mercado de capitais para forçar sua valorização; subtração de valores de contas da instituição bancária por meio da simulação de contratos de fornecimento de mercadorias; subtração e desvio de valores aplicados por correntistas em fundos de investimento; e lavagem de dinheiro, já que o montante desviado dos correntistas não se deu de forma direta, mas dissimulada, em benefício da empresa Patrimonial Maragato S.A., de propriedade de Luís Octávio e Luís Felippe Indio da Costa.

Fonte: O Estadão 

Crise sem fim(*)





A interdição do Instituto Penal de Viamão (IPV), campeão de fugas no Rio Grande do Sul, amplia ainda mais a crise do regime semiaberto, que parece não ter fim. Com a decisão judicial de sexta-feira, prevista para entrar em vigor no início de março, sobe para oito o número de estabelecimentos com restrição para ingresso de presos na Região Metropolitana.

Casas superlotadas, depredadas e danificadas por incêndios, dominadas por facções e com fugas diárias de presos para cometer crimes são problemas recorrentes desde 2000. O descontrole se tornou rotina nos albergues com adoção de medidas paliativas, que pouco ou nada resolvem, gerando bloqueios judiciais e um déficit atual de pelo menos 1,4 mil vagas apenas na Grande Porto Alegre.

Há exatos 10 anos, o governo Germano Rigotto prometeu pela primeira vez colocar tornozeleiras em apenados para monitorar saídas de detentos, mas até hoje o projeto não passou de experiências.

Apenados do semiaberto trancafiados em presídios

Ao longo do tempo, o déficit de vagas gerou um estoque de presos trancafiados indevidamente no regime fechado, por falta de espaço nos albergues, provocando superlotação e até ameaça de intervenção do Ministério Público Federal.

Pressionado, o governo Yeda Crusius, em 2009, anunciou a construção de oito albergues emergenciais ao custo de R$ 600 mil cada. Contudo, quatro pavilhões, com material frágil, não resistiriam à depredação por parte de presos, a incêndios e a temporais. Outro prédio jamais foi ocupado.

No ano seguinte, para abrir espaço nos albergues, a Vara de Execuções Criminais (VEC) de Porto Alegre decretou prisão domiciliar para quase 2 mil apenados do regime aberto. Pouco adiantou. Em meio a interdições, em dezembro, a VEC se viu forçada a iniciar a liberação de 500 apenados do semiaberto (que ainda permaneciam no regime fechado) para sair de presídios e se apresentarem à Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe) a fim de pressionar o órgão a encaminhar os presos para albergues.


Críticas do comando da polícia à lei penal


Cansados de capturar foragidos reiteradamente, a Brigada Militar e a Polícia Civil criticam a legislação penal.

– O semiaberto é um porta-giratória, os presos entram e saem a hora que querem. Se não é possível vigilância maior, então que passem mais tempo no regime fechado. Em geral, assaltante é condenado a cinco anos e quatro meses. Isso significa pouco mais de um ano no fechado. Deveriam ficar mais tempo, três anos e meio, por exemplo, para dar mais tranquilidade à sociedade e mais tempo para a polícia trabalhar em outros casos e não ter de prender três, quatro vezes, a mesma pessoa – diz o o delegado Guilherme Wondracek, diretor do Departamento Estadual de Investigações Criminais.

O subcomandante-geral da BM, coronel Altair de Freitas Cunha, classifica de benevolentes o Código de Processo Penal e a Lei de Execução Penal:

– Por que ninguém comete crime aqui e foge para o Uruguai? Lá, eles ficam na cadeia.

Adolescente mata turista na frente da esposa em Praia Grande



Empresário estava também com a enteada e com uma prima.
Garota anunciou o assalto e atirou na frente do rapaz de 29 anos.

Um turista de São Paulo morreu depois de ser baleado por uma menina durante um assalto na noite deste domingo (6) em Praia Grande, no litoral de São Paulo. O empresário estava em um carro com a esposa, a enteada de oito anos e uma prima. Segundo a polícia, a garota que atirou contra o rapaz tem 15 anos.

Rafael Abbatipietro Nunes Rosa, de 29 anos, estava parado no trânsito na Avenida Marginal da Via Expressa Sul quando pediu informação para um homem sobre como chegar a via principal. De acordo com o boletim de ocorrência, o mesmo homem teria voltado minutos depois, acompanhado da jovem que, segundo testemunhas, teria anunciado o assalto.

De acordo com as vítimas, a assaltante queria a corrente de ouro e o relógio do turista, que segurou a mão dela e pediu que não levasse nada. A jovem acabou se irritando e deu um tiro no peito do turista. A criminosa não conseguiu levar nenhum pertence da vítima, e até o momento, não foi encontrada pela polícia.

A vítima ainda conseguiu sair do carro e correu atrás da menina, mas não aguentou e caiu na avenida. A esposa do turista levou o empresário baleado até o pronto-socorro Central, onde o turista chegou ainda com vida, mas não resistiu ao ferimento e morreu.

Fonte: Site G1