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quarta-feira, maio 2

Sistema prisional: Secretário de Segurança prevê para 2014 a construção de novo presídio



Alternativas para o Presídio Central de Porto Alegre foram discutidas, nesta quarta-feira, em Brasília, em reunião entre a ministra-chefe da Secretaria de Direitos Humanos, Maria do Rosário, e o secretário estadual de Segurança Pública, Airton Michels.

O representante do Estado estima que quando o Central tiver a população carcerária reduzida a 2 mil presos seja possível construir um novo presídio no local, com capacidade entre 800 e mil vagas, apenas para presos provisórios. O que deve ocorrer, segundo ele, em 2014.

Michels reiterou que 1,6 mil presos devem ser retirados do Central, em junho, em função da aberturas de vagas em novas casas prisionais no Estado. Outros mil detentos, segundo ele, serão retirados com a criação de penitenciárias em Canoas e em Venâncio Aires. A ministra Maria do Rosário confirmou que vem a Porto Alegre para vistoriar o Central na próxima sexta-feira.

Desde a 0h de terça-feira, uma decisão judicial proíbe que detidos já condenados ingressem no Central. Já as pessoas presas em flagrante ou que tiverem prisão preventiva decretada podem ser mantidas pelo prazo máximo de até 12 horas no setor de triagem da unidade prisional. Passado esse período, os presos devem ser transferidos pela Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe) para o Presídio Estadual ou a Penitenciária Modulada, no Complexo de Charqueadas.

Na segunda-feira, o presidente da Assembleia Legislativa recebeu o laudo que resultou da vistoria realizada no Central pela seccional gaúcha da Ordem dos Advogados do Brasil e pelos conselhos regionais de Engenharia (Crea) e de Medicina (Cremers). O material apontou situação classificada pelas entidades como crítica e sem recuperação da casa prisional. Alexandre Postal (PMDB) disse que o Legislativo vai pressionar para que o Piratini apresente um cronograma com o objetivo de resolver os problemas apontados pelas representações.

Caso um cronograma não seja estabelecido pelo Piratini, a OAB gaúcha deve pedir a interdição completa do presídio. O órgão também cogitou denunciar o governo estadual à Comissão dos Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA), reforçando uma representação já encaminhada ao órgão pela Associação dos Juízes do Rio Grande do Sul (Ajuris).

Fonte: Site Correio do Povo

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