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quarta-feira, novembro 25

Idoso preso por estuprar as filhas em Rio Grande tem infarto e morre


* Jornalista Giulliane Viêgas

Homem de 61 anos infartou na cela da DPPA; de acordo com o delegado, outros dois filhos viam o idoso abusando das meninas e faziam o mesmo

Um homem de 61 anos infartou na cela da Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA), na manhã desta quarta-feira (25), após ser preso por agentes da Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), em Rio Grande. O homem  é acusado de estuprar as quatro filhas. 

As idades das meninas variam entre sete e 15 anos. Além do pai, os irmãos de 14 e 17 anos também mantinham relações sexuais com as garotas. O idoso morreu a caminho da Santa Casa de Rio Grande.
De acordo com o titular da especializada, Rafael Patella, o homem fazia com que as filhas tomassem pílulas anticoncepcional. Ainda de acordo com o delegado, os filhos viam o idoso abusando das meninas e faziam o mesmo. "O que aconteceu com essas meninas é algo monstruoso, absurdo", disse o titular.

O idoso estava sendo investigado há um mês após uma das meninas ter contado na escola que estava preocupada com o atraso da menstruação. O homem  tinha a guarda das filhas. As meninas foram encaminhadas a um abrigo sigiloso.


Fonte:  Site Diário Popular*

quarta-feira, outubro 29

Oferecida denúncia contra ex-Prefeitos de Rio Grande e mais sete pessoas por organização criminosa e corrupção

O Ministério Público de Rio Grande ofereceu denúncia criminal contra os ex-Prefeitos Municipais de Rio Grande, Fábio de Oliveira Branco e Janir Souza Branco; o ex-Secretário Municipal dos Serviços Urbanos, Paulo Rogério Mattos Gomes; e contra seis pessoas ligadas à empresa Rio Grande Ambiental S.A., que explorava sob o regime de concessão o serviço de limpeza pública no município. 

A denúncia, assinada pelos Promotores de Justiça José Alexandre Zachia Alan e Adriano Pereira Zibetti, é resultado da Operação Polus, que investigou o pagamento de propina a agentes públicos.  O Ministério Público começou a investigar o caso em janeiro de 2013. 

Conforme narrado na denúncia, a partir de interceptações telefônicas foi possível verificar a existência de dois grupos bem delineados. Um formado pelo então Prefeito Municipal, Fábio Branco; seu primo e ex-Prefeito, Janir Branco; e pelo Secretário Municipal Paulo Gomes. Do outro lado, encontravam-se os demais denunciados, Carlos Alberto de Alves Almeida, Marcello Mello Buzetto, Cláudio Luiz da Cunha Sebrão, Luiz Fernando Carvalho Gomes, Idacir Francisco Pradella e Denis Maickel da Costa, todos ligados à Rio Grande Ambiental. 

O funcionamento de tal contratação e as relações havidas entre o Município e a empresa são objeto de ação civil pública movida pelo MP e de expediente apuratório cível que ainda tramita, essencialmente por conta da modalidade da contratação.  No âmbito criminal, a presente denúncia trata de imputar aos denunciados os crimes de organização criminosa, corrupção ativa e corrupção passiva.

Conforme apurado, as pessoas ligadas à empresa teriam pedido providências para modificar a legislação municipal de modo a viabilizar o depósito de resíduos sólidos (lixo) provenientes de outros municípios no aterro sanitário localizado em Rio Grande, administrado pela Rio Grande Ambiental - gerando ganhos financeiros à empresa. 

A Rio Grande Ambiental S.A. buscava o comprometimento de Fábio Branco, candidato à reeleição, para que, se eleito, reapresentasse o projeto de importação do lixo dos municípios da região para Rio Grande. Em troca, os denunciados políticos teriam solicitado e recebido montante em dinheiro. Em uma das contas, foi identificado, em um curto período, vários depósitos, somando R$ 52 mil. 

Fonte: Ministério Público do Rio Grande do Sul

quarta-feira, abril 24

Acórdão da Ação Penal traz voto em favor das prerrogativas do advogado


Em meio às 8.405 páginas do acórdão da Ação Penal 470, o processo do mensalão, consta um trecho do voto do ministro Celso de Mello que reforça as prerrogativas dos advogados no trabalho em defesa de seus clientes.

 A íntegra do acórdão, publicada nesta segunda-feira (22), foi objeto de reportagem assinada pelo jornalista Rodrigo Haidar, da revista eletrônica Consultor Jurídico, que destaca a importância dada a esse tema durante o julgamento. O trecho que trata das prerrogativas descreve o debate travado nos primeiros dias de julgamento, quando o ministro Joaquim Barbosa propôs que o Supremo Tribunal Federal enviasse à Ordem dos Advogados do Brasil uma representação contra três advogados que levantaram sua suspeição para julgar o processo. Por nove votos a dois, os ministros seguiram a divergência aberta pelo revisor da ação, Ricardo Lewandowski, e decidiram que não cabia ao tribunal enviar representação contra os advogados para a OAB.

 Na transcrição do debate publicada no acórdão do processo, o ministro Celso de Mello anota que existe uma “cláusula de imunidade judiciária” relacionada à prática da advocacia. E que esta cláusula “reveste-se da maior relevância, ao assegurar ao advogado a inviolabilidade por manifestações que haja exteriorizado no exercício da profissão, ainda que a suposta ofensa tenha sido proferida contra magistrado, desde que observado vínculo de pertinente causalidade com o contexto em que se desenvolveu determinado litígio”.

Em seu voto, Celso de Mello afirma que as prerrogativas profissionais de advogados, embora explicitadas no Estatuto da Advocacia (Lei 8.906/94), emanam diretamente da Constituição Federal e foram fixadas “com o elevado propósito de viabilizar a defesa da integridade dos direitos fundamentais das pessoas em geral”.

Ou seja, as prerrogativas servem aos cidadãos representados pelos advogados, não pessoalmente aos profissionais protegidos por elas.

 “As prerrogativas profissionais não devem ser confundidas nem identificadas com meros privilégios de índole corporativa, pois se destinam, enquanto instrumentos vocacionados a preservar a atuação independente do advogado, a conferir efetividade às franquias constitucionais invocadas em defesa daqueles cujos interesses lhe são confiados”, reforça o ministro decano do Supremo, que lembrou, contudo, que a inviolabilidade não é absoluta, como não é qualquer outro direito.

 Fonte: Ordem dos Advogados do Brasil

segunda-feira, janeiro 14

Tortura: apenados têm queimaduras no Complexo de Xuri


O presidente do Tribunal de Justiça do Espírito Santo, desembargador Pedro Valls Feu Rosa, contou na tarde da última sexta-feira (11) detalhes sobre a tortura sofrida por um grupo de 52 apenados do PEVVIII, localizado no Completo Prisional de Xuri, em Vila Velha.

A denúncia sofrida pelos 52 detentos, recebida de forma anônima na última quinta-feira (10), pela Comissão de Prevenção e Enfrentamento à Tortura do Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES), zerou o Torturômetro. “Consta na denúncia que no dia 2 deste mês os presos da unidade prisional PEVVIII foram retirados das celas e encaminhados para um pátio, onde permaneceram, por cerca de duas horas, sentados nus no chão de cimento da quadra que estava aquecida pelo sol.

A situação acarretou queimaduras nas nádegas de todos os internos. É algo desumano. Isso tem que acabar definitivamente”, disse o desembargador Pedro Valls Feu Rosa. Ainda na quinta-feira, por determinação do Tribunal de Justiça, os presos passaram por exame de corpo de delito.

A Comissão de Combate à Tortura encaminhou a denúncia para o delegado Rafael Andrade Catunda, designado pela Secretaria de Estado da Segurança Pública e Defesa Social para apurar os crimes ocorridos nas dependências do sistema prisional e do sistema socioeducativo.

 De acordo com o presidente Pedro Valls Feu Rosa, as denúncias recebidas pelo TJES indicam que os presos teriam sido torturados por um grupo de agentes penitenciários depois de reclamar da falta de água.

Depois das cenas de tortura, a direção do presídio suspendeu as visitas aos demais apenados e isolou os 52 que sofreram o castigo, deixando-os sem atendimento médico - com queimaduras expostas pelo corpo - até quinta-feira, quando o Tribunal de Justiça determinou que eles fossem retirados da unidade prisional e levados para fazer exames e receber medicamentos.

“O que nos assusta é que, apesar da gravidade dos ferimentos, os 52 reeducandos ficaram isolados, sem exame e atendimento médico, e sem que a direção do presídio informasse às autoridades o que aconteceu na unidade”, lamentou o coordenador das Varas de Execuções Penais do Tribunal de Justiça, juiz Marcelo Loureiro.

Fonte: Tribunal de Justiça do Espírito Santo

Cerca de 13 mil presos trabalham em Minas Gerais

Cerca de um terço da população carcerária do estado de Minas Gerais está envolvida em atividades laborais enquanto cumpre pena. São quase 13 mil detentos que trabalham em funções variadas, que vão desde a construção civil até atividade autônoma de artesanato. A ressocialização de detentos é uma das prioridades do Conselho Nacional de Justiça, por meio do Programa Começar de Novo.

As atividades profissionais desenvolvidas pelos detentos em Minas Gerais são variadas: construção civil (com destaque para a reforma do estádio do Mineirão para a Copa de 2014), limpeza urbana, fabricação de circuitos elétricos, bolas e equipamentos eletrônicos, artesanato, panificação, frigorífico, produção de roupas e sacolas ecológicas.

Os detentos recebem pelo trabalho a remição de pena, ou seja, a cada três dias trabalhados têm menos um dia na sentença. Além disso, muitos são remunerados diretamente e recebem, na maior parte das vezes, três quartos do salário mínimo, conforme determina a legislação vigente, ou pela venda daquilo que produzem, como os que fazem artesanato. No caso da produção artesanal são os familiares que levam o material a ser trabalhado e vendem o produto fabricado, gerando renda.

Quando o preso é renumerado, o valor do pagamento é dividido em três partes: 50% são pagos ao preso no mês seguinte à realização do trabalho, 25%, destinados a pecúlio (disponibilizado quando o detento se desliga do sistema prisional) e os outros 25%, utilizados para ressarcimento do Estado.

A regulação do trabalho dos presos em Minas Gerais acontece por meio do Programa Trabalhando a Cidadania, que tem cerca de 400 parceiros contratantes, entre empresas privadas, organizações da sociedade civil de interesse público (OSCIPs), fundações, autarquias e 30 prefeituras municipais, além do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais (TJMG). O Programa é desenvolvido pela Secretaria Estadual de Defesa Social.

Para trabalhar, o detento precisa passar pela indicação das Comissões Técnicas de Classificação das unidades prisionais, que são formadas por advogados, médicos, psicólogos, assistentes sociais e agentes penitenciários. A equipe avalia a situação de cada preso analisando o perfil para o trabalho e questões de segurança e de saúde.

Pagamento - Desde maio de 2011, os presos mineiros que trabalham enquanto cumprem pena recebem o salário por meio de cartões magnéticos do Banco do Brasil, que podem ser usados para sacar dinheiro ou realizar pagamentos a débito. Minas Gerais é o primeiro estado do país a oferecer esse benefício aos presos. O cartão de banco reduz o fluxo de dinheiro dentro das unidades prisionais e permite que pessoas, muitas vezes até sem documentação anteriormente, deixem de ser excluídas do sistema bancário e passem a ter a possibilidade de planejamento e controle financeiro, exercendo sua cidadania.

Antes do cartão, o pagamento pelo trabalho era creditado em uma única conta por unidade prisional e um agente penitenciário ou servidor ficava responsável pelo repasse aos detentos, mediante assinatura de comprovante. Agora, o salário é depositado em uma conta-benefício, e o próprio detento, ou alguma pessoa a quem ele concedeu procuração, pode sacá-lo em qualquer agência ou caixa eletrônico.

Fonte: Agência CNJ de Notícias

quarta-feira, janeiro 9

Prostitutas aprendem inglês e espanhol em BH de olho na Copa do Mundo



APMG/ divulgação

Cursos são oferecidos gratuitamente pelo Senac às profissionais do sexo
 

Prostitutas de Belo Horizonte prometem não fazer feio no atendimento a turistas durante a Copa do Mundo em 2014. As profissionais do sexo se organizam para aprender inglês e espanhol e facilitar a comunicação com os clientes.

Cerca de 30 profissionais procuraram a Associação de Prostitutas de Minas Gerais para saber se havia cursos disponíveis. A expectativa, agora, é que 300 mulheres frequentem as aulas, segundo Cida Vieira, presidente da associação.

— A gente precisa ter diálogo. Nem todas as meninas estão capacitadas para o atendimento em outras línguas. Por isso, algumas procuraram a associação com esta preocupação: como falar com os turistas. Como essas mulheres vão conversar, saber o que os turistas querem?

Os cursos serão oferecidos gratuitamente pelo Senac. A gestora Carolina Vieira analisa a importância de aprender uma nova língua para oferecer melhor os serviços.

— O mercado precisa se preparar para que possamos atender com qualidade os nossos turistas. A demanda que vem da Copa deixa um legado, já que boa parte dos turistas acaba retornando se sentir bem servido.

Fonte: R7

Comentário meu: Os cursos oferecidos pelo SENAC para as prostitutas de BH têm fomentado o debate acerca da influência destas condutas na exploração sexual, muito particularmente no que diz respeito ao turismo sexual. Realmente o tema é alvo de muitas tergiversações, servindo como pano de fundo para acirradas discussões em todos os setores da sociedade. Recomendo, portanto, para contribuir ao debate, a leitura do conteúdo da postagem cujo link segue abaixo:


sexta-feira, dezembro 21

Reduzida pena de ex-servidora do INSS que teria exigido R$ 700 para conceder aposentadoria



A ministra Laurita Vaz, da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ), reduziu em seis meses a pena fixada a uma servidora do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), condenada pela prática de corrupção passiva, prevista no artigo 317 do Código Penal, porque supostamente exigiu R$ 700 de segurado da Previdência Social como condição para concessão de aposentadoria.

Em primeira instância, a servidora foi condenada a dois anos e seis meses de reclusão, em regime aberto, tendo sido a pena privativa de liberdade substituída por duas restritivas de direito. Além disso, o juiz determinou a perda do cargo público e a condenou ao pagamento de R$ 700 ao segurado, como reparação.

Para o magistrado, as circunstâncias em que o crime foi cometido são graves, visto que a servidora solicitou dinheiro a um segurado com baixo grau de instrução (quinta série do primeiro grau), para lhe conceder um benefício a que tinha direito. Além disso, recebeu a quantia em sua residência, dispensando o segurado de comparecer ao órgão público.

Majoração

Na apelação, o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) majorou a pena para três anos e seis meses de reclusão, pois entendeu que havia três circunstâncias negativas em desfavor da servidora: culpabilidade, consequências do crime e personalidade.

Para avaliar negativamente a última circunstância (personalidade), o TRF4 tomou como base ações penais (não transitadas em julgado) e inquéritos policiais a que a servidora responde, que, em seu entendimento, evidenciam uma tendência à prática criminosa.

A defesa interpôs recurso especial no STJ, sob o argumento de que não havia prova idônea para sustentar a condenação. Pediu a absolvição da servidora e, subsidiariamente, a exclusão da circunstância negativa da personalidade, com a consequente redução da pena.

Fatos e provas

Quanto à absolvição requerida, a ministra Laurita Vaz afirmou que, para decidir de modo contrário ao tribunal regional, seria necessário analisar os fatos e provas do processo, o que é vedado pela Súmula 7 do STJ.

Já em relação à fixação da pena, a ministra entendeu que o TRF4 contrariou jurisprudência do STJ quando identificou a personalidade negativa da agente, baseado em ações penais e inquéritos policiais em andamento.

Ela citou precedente: “De acordo com o entendimento sumulado do Superior Tribunal de Justiça – verbete 444 –, não podem ser considerados como circunstâncias judiciais desfavoráveis os inquéritos e as ações penais em andamento, por ferir o princípio da presunção da inocência” (HC 196.197).

“Assim, excluída a circunstância judicial relativa à personalidade da ré e consideradas negativas apenas a culpabilidade e as circunstâncias do delito, fixo a pena-base em três anos de reclusão”, afirmou.

Laurita Vaz manteve o regime aberto e a conversão da pena privativa de liberdade em restritivas de direito, nos termos do acórdão do TRF4.

Fonte: Site do STJ

quinta-feira, dezembro 20

Justiça da Argentina condena civil por crimes durante a ditadura


Pela primeira vez, na Argentina, a Justiça condenou um civil por crimes cometidos durante a ditadura (1976 -1983). O Tribunal Federal de La Plata, a 60 quilômetros de Buenos Aires, condenou ontem (19) o ex-primeiro-ministro do governo Jaime Smart e mais 23 pessoas.

Um dos crimes atribuídos a Smart foi a morte de Jorge Rubinstein, assim como abuso de autoridade e violência, além de ameaças em 43 casos. Dos 24 réus, 16 foram condenados à prisão perpétua. Houve ainda penas que variaram de 2 a 25 anos.

Smart e os demais condenados, assim como o ex-comissário Miguel Etchecolatz, participaram de atos no Centro de Informação Judicial (CIJ). Eles foram condenados por serem considerados culpados por crimes cometidos em seis centros de detenção clandestinos chamados de "campos de circuito".

As autoridades investigam 181 crimes cometidos contra adversários políticos durante a ditadura. Os centros clandestinos estavam sob comando do Primeiro Corpo do Exército, que era subordinado ao ex-general Ramón Campos.

Fonte: Agência Brasil


quarta-feira, dezembro 19

Homem é condenado a 19 anos por matar ex-namorada em Caxias


Em julgamento ocorrido durante mais de 10 horas nesta sexta-feira, 14, foi condenado a 19 anos de reclusão o réu Marcelo Sidnei Pires, de 30 anos, pela morte da ex-namorada, Deise Cruz, 24 anos. Ele foi condenado por homicídio triplamente qualificado (motivo torpe, por meio cruel e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima).

A Promotora de Justiça Sônia Mensch representou o MP em plenário. A sessão foi presidida pela Juíza Milene Rodrigues Dal Bó.  O CASO  No dia 19 de agosto, um domingo, Deise Cruz terminou o namoro de três meses com Marcelo Pires.

Na manhã seguinte, 20 de agosto, o homem esperou a garota no caminho do trabalho, a empurrou para dentro do automóvel, um Astra preto, e a levou até um matagal no bairro Nossa Senhora da Saúde.

 Chegando ao local, ele amarrou as mãos e pés da jovem, matou-a por estrangulamento, enterrou a ex-namorada em um buraco já existente e cobriu o corpo com galhos e terra.  A Polícia iniciou as buscas no mesmo dia, inicialmente como se fosse um sequestro. No entanto, testemunhas viram a jovem ser forçada a entrar no veículo, que foi reconhecido pelos parentes da vítima.

Marcelo Pires foi preso na sexta-feira, quando o corpo da jovem foi encontrado. 

“Comemoramos a agilidade do julgamento, ocorrido quatro meses depois do crime; isso foi possível porque todas as testemunhas compareceram no dia marcado e a instrução do processo pode ser concluída com rapidez”, enfatizou Sônia Mensch.

Fonte: Ministério Público do Rio Grande do Sul

segunda-feira, dezembro 17

Carro de padre morto em suposto assalto é achado em Campo Bom, RS



Sacerdote de 35 anos levou tiro no peito em Novo Hamburgo no domingo.
Polícia diz que depoimento do padre sobrevivente apresentou contradições

Foi localizado o carro roubado de um padre de 35 anos assassinado durante um suposto assalto na noite de domingo (16) em Novo Hamburgo, no Vale do Sinos, Rio Grande do Sul. O religioso está sendo velado desde a tarde desta segunda-feira (17), e o sepultamento está marcado para a terça-feira (18).

O Chevrolet Corsa levado em Novo Hamburgo foi encontrado durante a tarde em Campo Bom, município vizinho. A polícia acredita a perícia pode ajudar a esclarecer o crime. A ação ocorreu quando o padre de 35 anos voltava de um jantar na companhia de outro padre. Os dois sofreram  o suposto assalto em uma das mais movimentadas avenidas da cidade.

“Paramos para pedir informações porque nos perdemos um pouco no caminho. Então, ao pedirmos a informação, eles disseram que estavam indo, segundo eles, para o mesmo local e depois entraram no carro e comunicaram o assalto”, disse o padre sobrevivente, Rafael Barbieri.

Em frente ao maior parque do município, os criminosos teriam pedido para os religiosos deixarem o carro. O padre de 35 anos teria reagido e sido baleado no peito, conforme a versão apresentada à polícia pelo padre Rafael, sobrevivente do crime.

O delegado que investiga o caso, no entanto, ainda não tem certeza de que se trata mesmo de um latrocínio. O depoimento do padre que sobreviveu, segundo a polícia, apresentou contradições. A maneira como os criminosos teriam agido é pouco comum neste tipo de caso, diz o delegado Enizaldo José Plentz.

“Não é um assalto corriqueiro, porque a abordagem não partiu dos assaltantes para as vítimas. De certa forma, foi um convite para uma carona e, no trajeto, é que as coisas aconteceram”, diz o delegado.

Nesta terça-feira (18), o padre assassinado completaria três anos de sacerdócio. Na igreja onde ele trabalhava, em Campo Bom, centenas de pessoas se reuniram esta tarde para o velório. A mãe do padre se desesperou quando o caixão foi aberto. "Ele cativava bastante as pessoas, principalmente os jovens", comentou uma das frequentadoras da igreja.

domingo, dezembro 16

Lançado o portal Compromisso e Atitude pela Lei Maria da Penha



A campanha “Compromisso e Atitude pela Lei Maria da Penha: a Lei é mais Forte”, promovida pela Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM) e pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) terá mais um parceiro: o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). O órgão aderiu à iniciativa durante o lançamento do novo portal www.compromissoeatitude.org.br, que reúne doutrinas, jurisprudências, estatísticas e artigos sobre a violência doméstica e familiar e a Lei Maria da Penha. O evento, que também marcou o início da campanha compromisso e atitude na Região Sul, ocorreu no Tribunal de Justiça do Estado do Paraná (TJPR) nesta sexta-feira (14/12).

A juíza Luciane Bortoleto, que auxilia na coordenação das ações do CNJ relacionadas à Lei Maria da Penha, informou que o ingresso do CNMP se deu por meio da assinatura de termo aditivo ao acordo de cooperação que criou a campanha. A magistrada destacou o significado da adesão do CNMP, responsável pelo planejamento estratégico e fiscalização do Ministério Público brasileiro. “A campanha visa justamente a mobilizar os operadores do Direito e chamar a atenção deles para a importância dessa causa”, afirmou.

O novo portal se destina aos profissionais da área jurídica, principalmente àqueles que não têm familiaridade com a matéria, mas que, em algum momento, precisam lidar com ela. Além de notícias, informações sobre a legislação referente à violência contra a mulher, o portal Compromisso e Atitude possibilita o acesso a convenções e tratados internacionais, normas, recomendações e manuais. A aba Jurisprudência apresenta decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) e Superior Tribunal de Justiça (STJ). Em Estatística, as pessoas interessadas obterão dados nacionais e internacionais de casos de violência contra as mulheres. Casos emblemáticos de assassinatos e outros crimes contra brasileiras estão postados em Justiça em Ação, e, em Serviços, operadores e operadoras de Justiça encontrarão políticas públicas para o enfrentamento a esse tipo de violência.

“Nossa intenção é que o portal seja ferramenta completa, de acesso para o público, no entanto mais voltado para o operador do direito. O portal vai ser de grande contribuição, principalmente para os profissionais que trabalham com uma gama de assuntos e não especificamente com a lei”, afirmou Luciane Bortoleto. 

O lançamento da iniciativa contou com a presença do conselheiro Ney Freitas, presidente da Comissão de Acesso à Justiça e à Cidadania, órgão do CNJ responsável pelo desenvolvimento da iniciativa. De acordo com ele, a iniciativa já foi lançada no Espírito Santo, no Pará, em Alagoas e no Mato Grosso do Sul. Esses estados foram classificados como os mais violentos da região à qual pertencem, de acordo com o Mapa da Violência – pesquisa da SPM que aferiu o número de homicídios entre as mulheres.

Fonte: Agência CNJ de Notícias

Combate ao crime organizado é debatido na EPM


A Escola Paulista da Magistratura (EPM) realizou, na última semana, curso Comunidade de Informações e o Combate ao Crime Organizado e ao Terrorismo Urbano. Oferecido presencialmente e a distância, o curso teve a participação de magistrados, promotores de Justiça, advogados, integrantes das Forças Armadas, policiais, servidores do Judiciário e outros profissionais e foi coordenado pelos desembargadores José Damião Pinheiro Machado Cogan e Marco Antonio Marques da Silva, responsáveis pela área de Direito Processual Penal e Direito Penal da EPM.

De acordo com o desembargador José Damião Pinheiro Machado Cogan, o curso foi ministrado em razão da atualidade do tema: “Diante dos problemas que estamos vivendo, surgem dúvidas sobre a atuação da inteligência de cada um dos órgãos relacionados à segurança e todos terão a oportunidade de apresentar sua visão no curso”.

Na abertura do evento, o desembargador Marco Antonio Marques da Silva ressaltou a necessidade de se atentar não apenas para o que acontece em determinado local, mas em todo o mundo: “Precisamos, cada vez mais, trocar ideias e informações e o desembargador Damião Cogan sempre teve essa visão de vanguarda de ouvir e debater com especialistas das diferentes áreas”.

Panorama – Iniciando as exposições, o coronel Rubens Alberto Rodrigues Januário, oficial da inteligência do Comando Militar do Sudeste, discorreu sobre a atuação do Exército no combate ao crime organizado. Ele apresentou um panorama histórico e explicou as razões de ascensão das principais organizações criminosas no Brasil. Por fim, destacou a preocupação e as medidas adotadas pelo Exército para evitar a infiltração de integrantes dessas organizações. “Para isso, é fundamental a cooperação com os órgãos de segurança pública, a avaliação sobre a necessidade de emprego de tropas, como ocorreu no Rio de Janeiro, e o foco no trabalho de inteligência”, concluiu.

Na sequência, o delegado regional de investigação e combate ao crime organizado em São Paulo, Marcelo Vieira Godoy, explicou os instrumentos e estratégias utilizados pela Polícia Federal. Entre elas, apontou a cooperação internacional (judiciária, jurídica direta ou administrativa e a policial, por meio da Interpol), citando, ainda, a importância da capacitação dos policiais, do fortalecimento das corregedorias, do aumento de pessoal de tecnologia e do estabelecimento de acordos de cooperação: “Somente com a integração das diferentes forças de atuação policial e de persecução penal nacionais e internacionais será possível o efetivo combate da criminalidade organizada moderna”.

A visão do Ministério Público foi apresentada pelo promotor de Justiça Fábio Ramazzini Bechara, secretário executivo do GAECO, que falou sobre os principais desafios e estratégias utilizadas. Ele ressaltou a necessidade de se buscar a desarticulação das organizações criminosas, principalmente no campo econômico-financeiro, para retirar-lhes a capacidade de cooptação. Destacou, também, a importância de um trabalho integrado dos diferentes órgãos do Estado, mas sem o distanciamento atual: “É preciso ir além do discurso e criar a cultura de trabalhar no mesmo ambiente físico, como é feito em outros países. Para isso, é preciso adotar uma relação horizontalizada e, principalmente, enfocar o comprometimento com a causa, deixando rivalidades de lado e passando a ver no outro a solução do problema”, concluiu.

Estratégias – No segundo dia do curso, o delegado de Polícia Civil do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) Márcio Martins Mathias falou sobre “Organizações Criminais: Estratégias de Combate. Visão da Polícia Civil”. Ele explicou algumas características comuns às organizações criminosas, tais como forma hierarquizada de comando, objetivo de lucro, uso de meios tecnológicos avançados, recrutamento de pessoas e conexão estrutural com o Poder Público ou o poder político. Os segmentos em que elas atuam são variados e lucrativos: tráfico de armas e drogas, roubo a bancos, sequestros, etc. “A maioria delas, em dado momento, tem contato com o tráfico de drogas, que faz com que o dinheiro gire na organização e sustenta suas práticas no decorrer do tempo”, afirmou.

Mathias ressaltou que a Polícia Civil paulista tem investido no combate ao tráfico de entorpecentes, aprimoramento do serviço de inteligência e treinamento de pessoal. Citou, ainda, alguns sistemas informatizados de interceptação telefônica e localização de ligações, como o Sistema Guardião e o Sistema Vigia. “De qualquer forma, precisamos de medidas mais eficazes para sufocar financeiramente as organizações criminosas e da colaboração dos demais órgãos de segurança. A ação integrada é importante.”

O tenente coronel PM Nelson Celegatto, chefe do Departamento de Inteligência da Polícia Militar de São Paulo, falou a respeito das estratégias da corporação no combate ao crime organizado. Como toda organização militar, a PM tem forte atuação na área operacional, incluindo o policiamento preventivo e a repressão imediata de crimes e desordens. Contudo, a atuação da área de inteligência é fundamental no enfrentamento de organizações criminosas. “A ação contra a criminalidade organizada passa pela realização de operações de inteligência e operações ostensivas, tais como o combate ao tráfico de drogas e de armas nas estradas e divisas do Estado, assim como operações específicas de ocupação de terreno e sufocação de ações ilícitas”, declarou. Ele ainda citou alguns instrumentos de monitoramento, como o Fotocrim, que é uma base informatizada de fotografias digitais.

“É necessário combater o crime no atacado. Para isso, é preciso o emprego contínuo da inteligência, tolerância zero com o delito, envolvimento de todos os órgãos responsáveis pela fiscalização e trabalhar cada vez mais na prevenção da infração, sem perder a repressão de vista”, completou.

Projeto de lei – Em seguida, o desembargador José Damião Pinheiro Machado Cogan, responsável por conduzir os trabalhos, iniciou os debates entre os convidados. Para ele, o projeto de lei 6.578/09, que define o crime organizado, acaba não trazendo consequências práticas para o seu combate. Ele sugeriu algumas medidas de aplicação em curto prazo – obviamente exequíveis dentro dos limites previstos no ordenamento jurídico –, como o monitoramento tanto de parentes de presos ou suspeitos de envolvimento em crimes quanto o de correspondências manipuladas por detentos, e propôs ao Ministério Público ação civil pública propondo a instalação de bloqueadores de sinal de celular em presídios.

Segundo o promotor de Justiça José Eduardo de Souza Pimentel, da Coordenadoria de Inteligência do Ministério Público de São Paulo e que representou o procurador-geral de Justiça, a instituição tem a percepção de que o processo penal atual não atende a contento a investigação e o combate ao crime organizado. Para ele, Estado, polícia e Ministério Público devem levar ao Judiciário novas formas de monitoramento. “É preciso mudar a percepção do processo, mudar o foco do processo penal”, afirmou.

O ex-delegado-geral da Polícia Civil paulista Marcos Carneiro Lima disse que a grande dimensão territorial do Estado de São Paulo, comparável à de um país, é um facilitador à atuação do crime organizado, pois ele surge onde o Estado não está presente. Ressaltou que o enfrentamento da questão passa, necessariamente, pelas vias legais. “Pela lei é que deve vir a mudança.”

“Partir para o confronto é a opção?”, indagou o chefe de gabinete do comandante-geral da Polícia Militar, tenente coronel PM José Luiz Sanches Valentin. Para ele, o aperfeiçoamento do arcabouço jurídico, o investimento no quadro policial – inclusive no tocante à remuneração – e o uso do aparato de inteligência, quando utilizados de forma integrada, conduzem a ações realmente eficazes de combate ao crime organizado.

Complexidades – De acordo com o superintendente da Polícia Federal em São Paulo, Roberto Ciciliati Troncon Filho, o problema é complexo. “O tratamento da questão passa por investimento público em saúde e educação, pela blindagem da juventude”, disse o delegado, que também comentou a respeito de acordo de cooperação firmado em novembro entre a União e o governo paulista, que prevê, entre outros pontos, a transferência de presos perigosos a penitenciárias federais e a participação do serviço de inteligência da PF na investigação de crimes praticados por grupos organizados.

O comandante militar do Sudeste, general de Exército Adhemar da Costa Machado Filho, encerrou os debates. Ele ressaltou que, ainda que a Força não seja uma especialista no combate ao crime, está à disposição para colaborar quando preciso. “Como em toda missão militar, o Exército age de forma delimitada quanto à tarefa, ao local de atuação e ao prazo da ação. São princípios observados em ações de combate ao crime nas ruas.” O general entregou aos presentes ao evento cópia do diagrama Ishikawa (também conhecido como diagrama de causa e efeito ou diagrama espinha-de-peixe), um instrumento gráfico para o controle de qualidade nas organizações, como forma de ilustrar o posicionamento das Forças Armadas no tocante à segurança pública.

Compareceram ao curso também o ex-diretor da Escola Paulista da Magistratura desembargador Rubens Rihl; o desembargador Ronaldo Sérgio Moreira da Silva; o deputado estadual Major Olímpio; a juíza da Vara do Foro Central de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, Elaine Cristina Monteiro Cavalcante; magistrados; integrantes do Ministério Públicos; policiais; militares; advogados e servidores.

Fonte: Agência CNJ de Notícias

sexta-feira, agosto 10

Servidor Federal é indiciado por furto de um caminhão


Polícia recupera em Porto Alegre caminhão furtado em Alvorada Agentes da 4ª D.P. recuperaram na tarde desta quinta-feira (9/8) um caminhão Mercedes-Bens 1935, furtado em 6 de Agosto no Município de Alvorada.

Segundo o Delegado Marcos Machado este caminhão, que estava arrendado por uma empresa do Bairro Navegantes, foi apreendido em uma oficina mecânica no Bairro Santa Tereza, onde estava sendo desmanchado.

O veículo foi recolhido para o depósito e o autor do furto, um servidor federal, será indiciado pela subtração.

Fonte: site DP/RS

sábado, julho 28

Polícia encontra plantação de maconha em apartamento no RS



Denúncia anônima foi feita na noite de sexta (27) em Caxias do Sul.


( Maconha estava plantada em baldes dentro de apartamento 
Foto: Jackson Cardoso/Divulgação, Brigada Militar)
Após o Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (CIOSP) receber denúncia anônima sobre um ponto de tráfico de drogas em rua do bairro Floresta, em Caxias do Sul (RS), na noite de sexta-feira (27), uma equipe de policiais militares se deslocou ao endereço, onde encontrou uma plantação de maconha, além de crack e dinheiro. O morador, de 34 anos, foi detido e autuado em flagrante por tráfico de entorpecentes.

Segundo a polícia, a denúncia foi feita por volta das 23h. Foi registrado na ocorrência que na plantação havia 12 pés de maconha, acondicionados dentro de baldes, com sistema de irrigação, estufa e controle de temperatura.

Também foi apreendido R$ 130 em dinheiro, manual de cultivo de maconha, balança de precisão, pacotes de bicarbonato de sódio para misturar na droga e 1,4kg gramas de crack que, conforme a polícia, é o suficiente para fazer mais de 5 mil pedras da droga, o que corresponde a mais de R$ 25 mil no mercado ilícito.

Fonte: Site G1 RS

sexta-feira, junho 15

Motorista que atropelou grupo de ciclistas vai a júri popular



Ricardo Neis vai responder por 17 tentativas de homicídio em Porto Alegre


O motorista que atropelou um grupo de ciclistas em fevereirro de 2011, em Porto Alegre, vai a júri polular. A decisão foi tomada ontem pela  juíza Carla Fernanda De Cesaro, da 1ª Vara do Júri da Capital, e confirmada nesta sexta-feira pelo Tribunal de Justiça do Estado (TJ/RS). O funcionário do Banco Central, Ricardo Neis, responderá por 17 tentativas de homicídio qualificadas. A decisão é passível de recurso.

Os ciclistas, que pertencem ao grupo Massa Crítica, foram atropelados por um Golf preto pouco depois das 19h do dia 25 de fevereiro do ano passado, na esquina das ruas José do Patrocínio e Luiz Afonso, no bairro Cidade Baixa. O motorista, Ricardo Neis, fugiu do local.

Neis se apresentou três dias depois, alegando legítima defesa. Denunciado pelo Ministério Público por tentativa de homicídio, o funcionário do Banco Central foi internado por um tempo em uma clínica psiquiátrica, na zona Sul, e chegou a ficar alguns dias detido, mas acabou conquistando, em março do mesmo ano, junto ao TJ, o direito de responder ao processo em liberdade.

Na denúncia, a promotora Lúcia Helena Callegari sustentou que, ao acelerar o automóvel contra as vítimas, Neis ocasionou lesões corporais comprovadas por boletins de atendimento médico. Conforme a promotora, os crimes foram praticados por motivo fútil, tendo em vista que o denunciado queria acelerar seu veículo e "demonstrou extremo egoísmo e individualismo". Em sua defesa, através de advogados, ele alegou que teria sofrido agressões de integrantes da manifestação e, por isso, decidiu acelerar.

Em dezembro passado, um grupo de ciclistas do Massa Crítica realizou um protesto em frente ao Foro Central de Porto Alegre. Neste dia, Ricardo Neis foi interrogado dentro do processo penal. Quatro testemunhas arroladas pela defesa também prestaram depoimento.

A juíza Carla Fernanda De Cesaro salientou que neste momento não é possível excluir que a ação de Neis teve a intenção de matar, o que o dispensaria do julgamento pelo Júri Popular. Ela acolheu a tese do Ministério Público de que o recurso empregado pelo réu dificultou a defesa das vítimas, pois estavam de costas para ele no momento do atropelamento.

O grupo Massa Crítica é um movimento que existe em diversas capitais do mundo e procura conscientizar a população sobre os benefícios do uso da bicicleta como meio de transporte. Toda última sexta-feira do mês, os integrantes se reúnem para uma pedalada na Capital.

Fonte: Site Correio do Povo 



Princípio da Insignificância: ré acusada de furtar celular de amiga não consegue habeas corpus



A Sexta Tuma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou habeas corpus a mulher denunciada por furto de celular no valor de R$ 80, pertencente a uma amiga. Ela conhecia a vítima e teria se aproveitado da relação de confiança para consumar o crime.

O ministro Og Fernandes, relator do caso, julgou que não é possível reconhecer a atipicidade da conduta, com base no princípio da insignificância. O relator do caso no STJ levou em conta que a mulher teria agido sozinha, tirando proveito de seu relacionamento e de momento de distração da vítima. “A ação gera lesividade suficiente para justificar uma persecução penal”, afirmou.

Ele também considerou o intuito da mulher de conseguir lucro fácil, uma vez que ela teria vendido o aparelho. “A conduta da paciente, portanto, não deve ser tratada como um indiferente penal, na medida em que a falta de repressão de tais atos representaria verdadeiro incentivo a pequenos delitos que, no conjunto, trariam desordem social”, avaliou o ministro. A Turma negou o pedido de habeas corpus de forma unânime.

Fonte: Site do STJ

quinta-feira, junho 14

Comissão enviará para análise da ONU reportagem que ridiculariza detento



Deputados afirmam que a reportagem expõe ao ridículo um jovem negro e analfabeto, suspeito de ter praticado um estupro.


O presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias, deputado Domingos Dutra (PT-MA), afirmou que vai encaminhar reportagem da TV Bandeirantes sobre um preso na Bahia para análise das comissões de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) e da Organização dos Estados Americanos (OEA).

O deputado quer que os organismos internacionais avaliem o caso e tomem as providências necessárias. A decisão foi comunicada nesta quarta-feira (13), em audiência pública realizada pela comissão.

A audiência foi proposta por Dutra e pelos deputados Luiz Alberto (PT-BA), Padre Ton (PT-RO), Jean Wyllys (Psol-RJ), Luiz Couto (PT-PB), Erika Kokay (PT-DF) e Rosinha da Adefal (PTdoB-AL).

Segundo os parlamentares, a reportagem do programa “Brasil Urgente”, da afiliada da Band na Bahia, expõe ao ridículo um jovem negro e analfabeto, suspeito de ter praticado um estupro. Na matéria, o rapaz afirma que nunca estuprou ninguém e usa termos errados e impróprios ao se referir ao fato. A repórter insiste no tema, levando o suspeito a repetir as palavras e frases erradas.

O diretor do Departamento de Acompanhamento e Avaliação de Serviços de Comunicação Eletrônica do Ministério das Comunicações, Octavio Penna Pieranti, informou na audiência que a emissora foi multada, mas recorreu da decisão. O recurso está sendo analisado.

Responsabilidade

O secretário-geral da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), José Augusto Camargo, destacou que, além de responsabilizar a repórter, é preciso analisar o papel dos editores e da emissora, que permitiu e até estimulou a matéria. “Ela foi pautada para fazer uma matéria sensacionalista. Que poder ela teria de resistir a esse sistema que a empresa impõe?”, questionou.

Para Camargo, é necessário haver mecanismos sociais e jurídicos para que a imprensa assuma seus deveres e tenha seus direitos respeitados. "Queremos garantir ao profissional de imprensa o direito de trabalhar, de ter o sigilo da fonte, de ter acesso à informação dos órgãos do governo. Mas, se queremos direitos, também temos que arcar com os nossos deveres. Um deles é preservar a dignidade e o direito da pessoa humana", disse.

Concessões

O deputado Luiz Alberto sugeriu que as renovações de concessões de emissoras de rádio e TV sejam analisadas pela Comissão de Direitos Humanos, que tem recebido denúncias sobre violações desses direitos pelas emissoras. Por sugestão do deputado, a comissão vai realizar audiência pública na Bahia sobre a reportagem da TV Bandeirantes.

Já a presidente da Frente Parlamentar pela Liberdade de Expressão e o Direito à Comunicação com Participação Popular, deputada Luiza Erundina (PSB-SP), defendeu a criação de um novo marco regulatório para o setor.

Liberdade de expressão

Também na audiência, o procurador federal dos Direitos do Cidadão, Aurélio Veiga Rios, afirmou que existe um frágil equilíbrio entre a liberdade de expressão e a proteção dos direitos humanos. Segundo ele, centenas de representações chegam ao Ministério Público sobre a inadequação dos programas veiculados pelas emissoras de rádio e TV, questionando o conteúdo e o horário em que são exibidos – o que pode, por exemplo, expor crianças a atrações impróprias.

"Isso tem piorado por causa do Youtube, pois o controle de conteúdo, que já não era tão simples pela TV e pelo rádio, ficou mais difícil com a internet. Temos uma enorme dificuldade em controlar esse conteúdo, também em relação à faixa indicativa de idade."

O procurador destacou que há vídeos largamente vistos na internet que ridicularizam as pessoas. "Em nome da liberdade de expressão, você prejulga, condena e, principalmente, ridiculariza pessoas, o que causa danos a elas e a suas famílias", constatou.

Atuação do Ministério Público

Aurélio Rios disse que o Ministério Público já conseguiu retirar alguns "programas absurdos" do ar. "Isso aconteceu em dois ou três momentos. Mas, muitas vezes, o Poder Judiciário não tem a mesma interpretação que o Ministério Público e permite a continuação deles."

Segundo o procurador, o Ministério Público fez uma opção de defender a sociedade contra os abusos dos grandes conglomerados de mídia. "Tem de haver respeito à dignidade da pessoa humana”, afirmou. “Podemos pedir a suspensão ou a cassação de programas que julguemos inadequados.”

Fonte: Agência Câmara de Notícias

Mato Grosso do Sul é um dos líderes nacionais em resolução de casos de homicídios


   
Mato Grosso do Sul é um dos seis estados brasileiros que atingiram a meta do Ministério Público em número de casos de homicídio doloso resolvidos. No Estado, 90% dos inquéritos foram finalizados, situação diferente de outras unidades federativas, como Minas Gerais, que concluiu apenas 3% dos inquéritos de assassinato.

MS é o único estado do Centro-Oeste a atingir a meta do Conselho Nacional do Ministério Público, de, pelo menos, 90% dos inquéritos abertos até 31 de dezembro de 2007 resolvidos. Os dados foram divulgados na quarta-feira (13), pela entidade.

"Um número pequeno de inquéritos resolvidos no Brasil indica a ausência do Estado em relação à condução do processo, em especial no trabalho de perícia", afirmou Luiz Carlos Saldanha Júnior, presidente da Comissão dos Advogados Criminalistas da OAB/MS

No Brasil. apenas seis estados atingiram o objetivo: Acre (100%), Roraima (99%), Piauí (98%), Maranhão (97%), Rondônia (94%) e MS (90%).Outros cinco estados cumpriram menos de 20% da meta: Minas Gerais (3%), Goiás (8%), Paraíba (9%), Espírito Santo (14%) e Alagoas (15%).

De quase 135 mil inquéritos que investigam homicídios dolosos quando há a intenção de matar instaurados no Brasil até o final de 2007, apenas 43 mil foram concluídos. Dos concluídos, pouco mais de 8 mil se transformaram em denúncias 19% dos responsáveis pelos assassinatos foram ou serão julgados pela Justiça. Ou seja, o país arquiva mais de 80% dos inquéritos de homicídio.

O levantamento foi feito pela (Estratégia Nacional de Justiça e Segurança Pública), em parceria firmada em 2010 entre o CNMP, o Conselho Nacional de Justiça e o Ministério da Justiça. Os dados sobre homicídios dolosos fazem parte da chamada Meta 2 da Enasp, cujo objetivo era concluir, em abril deste ano, todos os inquéritos sobre assassinatos instaurados no país até 31 de dezembro de 2007. Somente 32% da meta foi atingida.

Para Saldanha, o que impede um índice brasileiro mais expressivo na revolução de homicídios dolosos é a falta de cuidado durante a coleta de dados. "Precisa se cumprir a lei, quando ocorre um caso deste, o Código (Penal) indica que um delegado deve ir ao local do crime e aguardar a perícia chegar. Esse é o procedimento correto", afirmou.

Campeões da impunidade

O Brasil é o país com maior número absoluto de homicídios do mundo. Em números proporcionais, também ocupa as primeiras posições do ranking. De acordo com parâmetros internacionais, se considera que um país sofre violência endêmica a partir de 10 homicídios para cada 100 mil habitantes. No Brasil, a média é de 26 assassinatos por 100 mil. Em alguns estados, o índice chega a alarmantes 60 homicídios por 100 mil pessoas.

A maior concentração de inquéritos sobre homicídios dolosos não finalizados foi identificada na região Sudeste, com 76.780 (57% do total). A menor concentração de investigações paradas estava na região Norte, com 5.400 inquéritos abertos até o fim de 2007 e ainda sem conclusão (4% do total). O maior estoque e investigações inconclusas foi verificado no Rio de Janeiro, com 47 mil inquéritos sem finalização. Ou seja, mais de um terço de todos os inquéritos do país.

Fonte: Site JusBrasil

sexta-feira, maio 4

Dupla é presa com "trem" de cocaína no Campo da Tuca na Capital


 Grupo de policiais da 4ª DIN, coordenados pelo delegado Thiago Bennemann, prendeu, em flagrante, dois indivíduos, no campo da Tuca.

Com eles, foi apreendido o conhecido "trem" da Tuca. Trata-se de uma tira com 50 porções de cocaína (escama de peixe) que é distribuída para os vapozeiros. Cada "vagão" está avaliado em 200 reais pelos traficantes.

Segundo a polícia, era exigida dos vapozeiros a entrega de mil reais para os gerentes do tráfico. Era uma maneira de controle, afirma Bennemann.

Os presos responderão por tráfico e associação para o tráfico.

Fonte: Site da Polícia Civil do RS 

sábado, abril 28

Ladrões seqüestram e agridem bancário no litoral norte

Um funcionário do Banrisul de Mostardas, no litoral Norte gaúcho, foi sequestrado, no final da madrugada dessa sexta-feira e liberado duas horas depois, ferido, no bairro Laranjeiras, em Osório, na mesma região.

 De acordo com a Brigada Militar (BM), pelo menos quatro pessoas invadiram a casa da vítima, de 60 anos, que mora sozinha. Segundo a BM, o homem é o responsável pela sala de autoatendimento da agência. A chave da unidade em que ficam os caixas eletrônicos foi levada.

Conforme a Polícia Civil, os criminosos, armados, pularam o muro e arrombaram a porta da residência. A quadrilha pedia a chave e a senha do cofre do banco. Uma das hipóteses da investigação é que o grupo tenha errado o alvo, pensando ter atacado o gerente.

Uma equipe de peritos realizará vistoria na residência do bancário para tentar identificar indícios que possam levar à identidade dos criminosos.O funcionário, disse a polícia, foi agredido durante todo o tempo em que ficou com os assaltantes.

 Um saco de pano foi colocado na cabeça dele e uma corda foi amarrada no pescoço. Os criminosos ameaçavam enforcá-lo. A vítima ainda foi agredida com socos.

O bancário foi abandonado durante a madrugada em uma praça em Osório. Ele foi ouvido por moradores da região gritando por socorro. A BM foi acionada e conduziu a vítima ao hospital do município.

 Fonte: Site Correio do Povo