Por beneficiar amigos e conhecidos em sentenças judiciais - segundo informação veiculada ontem (31) em seu próprio saite, o TJRS colocou em disponibilidade o juiz de Diego Magoga Conde, um dos dois magistrados da comarca de São Lourenço do Sul (RS). Cópias do processo administrativo que culminou na punição serão enviadas ao Ministério Público para que - se for o caso - ofereça denúncia em ação penal que pode gerar a exoneração do magistrado.
Diego Magoga Conde estava sob investigação desde agosto de 2010, quando foi suspenso preventivamente, deixando de residir na cidade.
Como a conjunção toda envolve a participação de pelo menos um advogado, o Conselho Seccional da OAB-RS também vai debater a questão em sua próxima sessão, no dia 10. A ideia inicial é pedir ao TJ gaúcho a cópia integral dos autos, para análise do eventual envolvimento de um ou mais profissionais da Advocacia. No TJ, o processo está sob segredo.
Juiz há seis anos e três meses, Magoga Conde - que chegou, antes, a advogar em Porto Alegre - foi alvo de reclamações de advogados e partes. "Além das suspeitas de favorecimentos nas sentenças, a população reclamava da conduta moral do juiz", disse o vice-presidente da Subsecção da OAB de São Lourenço do Sul, advogado Magnus Peske.
Segundo Peske, "ele é uma pessoa extravagante, festeira, era assunto em qualquer roda de conversa na cidade". O dirigente da Subseção de São Lourenço avalia também que "Conde tinha uma forma de agir que não se coaduna com as atitudes que um juiz deve ter em uma comunidade".
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