Carlos Soria foi morto com um tiro no rosto no quarto de seu sítio
Suzana Freydoz, mulher do governador argentino Carlos Soria, é a única pessoa indiciada pela morte do marido. Soria foi morto com um tiro no rosto na madrugada do domingo (1º).
Susana continua em liberdade. Ela não depôs nesta segunda (2) porque seu psiquiatra apresentou documento alegando que ela não está em condições de comparecer ao departamento de polícia para falar sobre a morte de Soria.
“Suzana não está em condições de saúde para depor”, afirmou o juiz Juan Palo Chirinos, que assumiu o caso. “No dia do crime, havia duas pessoas no quarto onde Soria morreu – ele e a mulher. A polícia vai continuar investigando a chácara onde ele acabou morto”, contou o juiz ao jornal Clarín.
Dois caseiros, a filha mais nova do governador, o namorado dela e um enfermeiro, que estavam na chácara na noite do domingo, também serão ouvidos pela polícia.
Nesta terça, a polícia deve divulgar as primeiras conclusões da perícia, incluindo o teste de quantidade de álcool no sangue de Soria e de sua mulher.
O governador da província de Rio Negro assumiu o cargo no dia 10 de dezembro. O corpo de Soria foi sepultado neste domingo em um cemitério privado de General Roca com a presença apenas dos familiares e poucos dirigentes do partido do governo argentino, ao qual pertencia o líder.
Cerca de 1500 pessoas prestaram homenagens a Soria, que fazia parte dos quadros do Partido Justicialista, da presidente argentina Cristina Kirchner.
O crime
Suzana Freydoz "era a única pessoa" que estava com Soria quando o político recebeu o disparo que causou sua morte, "no meio de uma discussão familiar", disse o promotor responsável pelo caso, Miguel Fernández Jahde, a rádios e canais de televisão locais.
Soria, de 61 anos, morreu na madrugada de domingo "de um único disparo" na bochecha esquerda quando se encontrava em seu quarto no sítio de sua propriedade em General Roca, uma das principais cidades de Rio Negro, no sul da Argentina, explicou o promotor.
A polícia apreendeu um revólver calibre 38 com o qual foi efetuado o disparo e que é de propriedade do governador, acrescentou.
O promotor ressaltou que por enquanto faltam provas necessárias para determinar se Susana será acusada pela morte de seu marido, que, segundo um comunicado do governo de Rio Negro, aconteceu por causa de "um acidente doméstico".
Jahde explicou que a esposa de Soria "ficou muito afetada e não dizia uma palavra" ao ser indagada pela polícia neste domingo. Ela também fez um exame médico e foi submetida à perícia legista para determinar se teve em suas mãos a arma apreendida pela polícia.
Também foram examinados uma filha do casal e o namorado dela, que eram as outras duas pessoas que estavam na residência quando aconteceu a morte do governador.
Soria tinha assumido o cargo no dia 10 de dezembro, após ganhar as eleições de setembro com 50% dos votos e se transformar no primeiro peronista a chegar ao governo de Rio Negro desde a restauração da democracia, no fim de 1983.
A presidente argentina, Cristina Kirchner, que retornou nesta segunda-feira a Buenos Aires depois de passar as festas de Ano-Novo em sua casa na vila turística de Calafate, se comunicou com os familiares de Soria e transmitiu seu pesar, disseram fontes oficiais.
O governo de Rio Negro, na Patagônia argentina e uma das províncias fronteiriças com o Chile, passou às mãos de Alberto Weretilneck, que até agora era vice-governador e provém de uma força de centro-esquerda aliada ao peronismo.
Fonte: R7
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