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quarta-feira, abril 2

MP busca ressarcimento para vítimas de golpe milionário no RS

Maurício Dal Agnol é acusado de lesar clientes em R$ 100 milhões.
Ele e a mulher, suspeita de participar do esquema, estão foragidos.

O golpe milionário aplicado em clientes pelo advogado de Passo Fundo, no Norte do Rio Grande do Sul, Maurício Dal Agnol, ganha um novo capítulo. Depois que a Polícia Federal descobriu um contrato firmado entre ele e a Brasil Telecom, o Ministério Público Estadual busca encontrar uma forma para que as vítimas possam ser ressarcidas.

Desde que o esquema foi desvendado pela Polícia Federal, o Ministério Público também acompanha o caso. O trabalho agora é para auxiliar as vítimas do golpe. O órgão aguarda informações que devem ser prestadas pelo escritório de Dal Agnol. Assim, vai ser possível encontrar a melhor forma de ressarcir os clientes prejudicados.

"Há uma investigação na esfera criminal a cargo da promotoria de justiça criminal, e além disso, na área cível, temos uma ação cautelar que está em andamento no fórum", ressalta Paulo Cirne, promotor de Justiça.

Nessa semana, a Polícia Federal divulgou que encontrou um contrato firmado entre o advogado e a Brasil Telecom. Segundo o documento, a empresa teria pago R$ 50 milhões para que o advogado realizasse acordos com donos de ações que beneficiassem a empresa.

“Nos causa grande desassossego e preocupação em relação a forma que o acordo foi feito e os valores que constam no referido contrato”, destaca o delegado da PF, Mauro Vinícius Soares de Moraes. “Esse acordão tem ilicitudes do início até o fim. Lesou milhares de pessoas e não só estarrece a mim como também membros do judiciário e MP da forma que foi feito”, acrescenta o delegado Mário Vieira.

Por meio de nota oficial, a Oi Brasil Telecom informou que todos os contratos estabelecidos pela companhia são juridicamente perfeitos e estão dentro do que determina a lei. Disse ainda que todos os acordos judiciais referentes ao episódio mencionado pela reportagem foram homologados em juízo.
O advogado é acusado de montar um esquema que pode ter lesado mais de 30 mil clientes em R$ 100 milhões. Dal Agnol e a mulher dele, também suspeita de participar do golpe, seguem foragidos desde o dia 21 de fevereiro.

A Operação Carmelina

Segundo a Polícia Federal, um grupo de advogados e contadores, comandados por Dal Agnol procurava os clientes com a proposta de entrar com ações na Justiça contra empresas de telefonia fixa. Os clientes ganhavam a causa, mas os advogados repassavam a eles uma quantia muito menor da que havia sido estipulada na ação. O esquema fez o advogado enriquecer rapidamente.
Ao cumprir mandados de busca da Operação Carmelina na cidade do Norte do Rio Grande do Sul na sexta, a Polícia Federal encontrou um total de R$ 1,5 milhão em um dos endereços do homem. Além da quantia, animais selvagens empalhados e munição foram achados em um fundo falso de uma parede. A PF apreendeu também um avião avaliado em cerca de US$ 8,5 milhões e bloqueou dinheiro em contas bancárias e imóveis.

A Operação Carmelina foi desencadeada, em fevereiro, em Passo Fundo, no Norte, e em Bento Gonçalves, na Serra. Foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão em escritórios de advocacia e de contabilidade e em uma residência. A operação foi batizada de Carmelina porque este era o nome de uma mulher que teve cerca de R$ 100 mil desviados no golpe. Segundo a PF, ela morreu de câncer, e poderia ter custeado um tratamento se tivesse recebido o valor da maneira adequada.


Fonte: Site G1 RS

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