![]() |
| Foto de Daia Oliver - R7 |
Ao menos 200 pessoas participaram desde às 14 horas deste sábado, 4, na Avenida Paulista, em São Paulo, da Slut Walk - ou 'marcha das vagabundas', em tradução livre.
No movimento, inspirado por um protesto no Canadá, em abril, mulheres lutam contra a violência e pelo direito de vestir o tipo de roupa que gostam, mesmo as mais sensuais, sem serem acusadas de provocar o estupro ou outras formas de violência sexual.
Os manifestantes carregaram cartazes com os dizeres: 'A violência contra a mulher não é o mundo que a gente quer'; 'Mulher não foi feita pra levar tapinha, na cara no braço, nem na bundinha'. Pouco antes do início da marcha, um pequeno grupo tentou atrapalhar o movimento com um 'barangômetro', que foi quebrado por uma manifestante. Segundo a Polícia Militar, até as 15 horas, o protesto transcorria com tranquilidade.
Segundo as manisfestantes a marcha não é para prostitutas ou executivas, mas para todas as mulheres. Segundo uma das idealizadoras do protesto, a escritora Solange De-Ré, é objetivo da manifestação, discutir a violência que ocorre no País contra as mulheres. Segundo ela, o Brasil é um país ainda machista, o que parece contrribuir para que os homens entendam que uma roupa mais sensual usada por uma mulher lhes dá o direito a cantadas de mau gosto, a praticar estupros, espancamentos e homicídios.
A marcha começou a ser organizada há cerca de três semanas pelo Facebook e recebeu a adesão de quase seis mil pessoas.
Os dados da Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo comprovam que no primeiro trimestre deste ano foram 2.699 ocorrências contra mulheres. O número é maior que o do mesmo período do ano passado, com 2.323 mulheres violentadas.

Nenhum comentário:
Postar um comentário