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terça-feira, abril 16

Responsabilidade de promotor de justiça no incêndio da boate Kiss?

Em sessão realizada nesta segunda-feira (15), os desembargadores do Órgão Especial do TJRS votaram pela suspensão do julgamento até que seja decidido, no âmbito do Ministério Público, expediente administrativo sobre a responsabilidade do promotor Ricardo Lozza na tragédia da boate Kiss.

A notícia-crime contra o promotor Ricardo Lozza foi de Elissandro Callegaro Spohr, um dos proprietários da boate, que afirmou que "a tragédia foi consequência da omissão do Ministério Público, do Corpo de Bombeiros e da Prefeitura Municipal".

Segundo Elissandro Spohr, o promotor Ricardo Lozza teria sido "negligente na condução do inquérito civil público destinado a apurar ocorrência de poluição sonora na boate Kiss, o que implicaria também em uma possível omissão por parte do prefeito, devendo ambos ser responsabilizados criminalmente pela culpa da tragédia".

Naquela ocasião, segundo Elissandro, a colocação das espumas na Boate estava diretamente vinculada ao Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado em decorrência do inquérito.

O relator do processo no TJRS, desembargador Aristides Pedroso de Albuquerque Neto, votou pela suspensão do julgamento até que o Colégio de Procuradores do MP-RS se manifeste sobre o caso Segundo o magistrado, no âmbito interno do Ministério Público tramita um expediente idêntico ao em análise no TJRS. "Então, aberta essa possibilidade, pende a decisão deste tribunal de realização desta condição suspensiva, o exame interno que ainda se realiza no Ministério Público Estadual".

O relator Aristides também informou que, "por isso, ainda não se pode afirmar, categoricamente, a regularidade formal do pedido de arquivamento". O voto foi acompanhado pela maioria dos desembargadores do Órgão Especial do TJRS. (Proc. nº 70053833158).

Fonte: Site Espaço Vital 

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